segunda-feira, 25 de abril de 2016

Review - Gangsta.

“Alô? Obrigado por ligar para os faz-tudo. Em que posso ajudar?”
Podemos dizer que esse ano de 2015 está sendo um ano para bons lançamentos de mangás dos mais variados gêneros e estilos; independente do seu gosto é certo que terá algo que te agrade nas bancas. Mas acho que de toda essa enxurrada de coisas que saíram até agora, creio que algumas se destacam entre as demais, como é o caso do mangá que é alvo de resenha hoje. Bem, hoje vou falar de uma obra que não apenas chama atenção pela sua qualidade, mas também pelo ótimo animê feito pelo estúdio Manglobe (RIP Manglobe ç3ç); o assunto de hoje é Gangsta.


Sinopse: 

Worick e Nicolas são uma dupla disposta a dar uma mãozinha ao submundo de Ergastulm, uma cidade dominada pela máfia, repleta de crime, drogas e prostituição. Mas os dois têm seu preço, e seus segredos! “Alô? Obrigado por ligar para os faz-tudo. Em que posso ajudar? ”


Considerações Iniciais

Ok, creio que não seja preciso apresentar Gangsta, uma vez que o animê acabou recentemente, mas, se porventura você estava perdido em outro mundo vamos ao de sempre, vamos às apresentações.
Escrito por Kohske, Gangsta é um Seinen publicado na Monthly Comic @BUNCH (mesma revista de BTOOM!) da Kodansha desde 2011, já tendo 7 volumes publicados e ainda em publicação, no Brasil a série foi licenciada pela JBC e começou a ser publicada agora em outubro, com direito a assinatura.
Além disso a série ainda ganhou um Spin off que é publicado na Quarterly Comic Go Go Bunch desde abril do ano passado e conta com 1 volume até agora, o nome do Spin off é Gangsta.: Cursed. EP_Marco Adriano e conta com o Kohske roteirizando e arte do Syuhei Kamo.
Fora os mangás, a obra ainda tem um animê que estreou na temporada passada, contando com 12 episódios feito pelo estúdio Manglobe (que fechou as portas no fim do mês passado). Animê este muito aclamado e elogiado pelos fãs, prova disso é que muitos chegaram a considerar Gangsta. o melhor animê de julho; enfim, posso dizer que, pessoalmente, é culpa do animê eu ter investido no mangá e digo que não me arrependo.
Dizer que a obra é excelente e bem conduzida na medida do possível, é um elogio, para dizer o mínimo. O autor sabe criar uma trama que te prenda e faça você querer mais daquele universo, te faça querer ir mais além e isso se deve, mais do que tudo, a mastreia com que ele nos conduz pelo submundo de Ergastulm. É lá que tudo se desenrola, onde vemos os mafiosos cuidando de suas famílias, nossos queridos “faz-tudo” agindo e onde todo enredo se desenrola, é um cenário que fala por si só e demonstra que vai crescer mais ainda com o passar dos volumes.
Claro que, além de um bom roteiro e boa ambientação, Kohske ainda nos traz personagens muito bacanas e que nos cativam, os faz-tudo são os principais e esbanjam carisma, desde o frio Nicolas, que é surdo e muito foda, até o Worick que tem todo estilo de personagem garanhão e charmoso pedido para esse estilo de narrativa, fora eles, nós ainda temos a Alex, que é uma prostituta (ou seria ex.... fica dúvida aí) e serve bem como apoio dentro do núcleo principal. E, claro, não dá para esquecer dos secundários como o inspetor Chad e seu parceiro Cody que são policiais que sempre estão por perto nos casos que a dupla principal se envolve (honestamente, não sei se os classifico como neutros ou corruptos).


Edição Brasileira

Uma das páginas (quase transparente) da versão Brasileira.

Aqui é onde a chapa esquenta (?). Como eu disse logo no começo, a obra chegou por aqui pela JBC e logo após sair já rendeu polêmica devido ao nível de transparência do papel offset utilizado pela editora. Ao ter o volume em mãos pude analisar isso e, realmente houve esse problema de papel mais transparente e tal, mas não creio que isso influência na leitura do material, não de um modo geral, mas o Cassius já se pronunciou a esse respeito e informou, em um dos henshins mais atuais, que no próximo volume o papel seria revisto para não termos esse problema se repetindo. Salvo esse problema, a obra está bem adaptada e com uma qualidade dentro do padrão atual da editora. O tamanho, também segue o padrão da editora.
Outro ponto que foi comentado pelos fãs, isso quando a capa foi divulgada, foi referente a capa. Para quem não sabe muito sobre isso, no Japão temos mangás com capas que se completam e isso era o caso de Gangsta., logo não dá para saber se foi pedido dos japoneses a espelhação da capa, ou escolha da editora; porém isso não é algo que tire seu prazer de ler a obra.

Considerações Finais

Capa da versão Japonesa
Acho que essa é mais uma daquelas resenhas que me pego escrevendo demais e no fim vou acabar resumindo tudo. Como foi dito lá no começo, a obra é cheia de qualidades, tem bons personagens e ganhou uma edição que está dentro dos padrões que a editora nacional vem nos oferecendo, salvo um detalhe ou outro, mas ok, detalhes podem ser revistos e tudo ficar perfeito.

Apesar de eu não ter dito no tópico da edição brasileira fica aqui dito, Gangsta é bimestral, tem sistema de assinatura e saí por R$ 13,90 caso você deseje comprar em bancas. E, sinceramente, se você procura uma obra envolvente sobre máfia e que tenha um bom roteiro essa é sua obra. Ela merece estar na estante de todo fã de uma boa leitura. Eu recomendo com segurança (e admito que assinei direto).
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