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domingo, 8 de maio de 2016

Eu recomendo – Shounen Shoujo

“O dia que Nisio Isin decidiu abordar a individualidade”
Fala galera linda e cheirosa, depois de muito enrolar, cá estou eu, começando minha coluna de indicações, por hora sem um nome certo (juro que vou pensar em um nome até o 5º review), mas estamos aí. Incialmente quero deixar claro que a intenção aqui é apresentar obras razoavelmente desconhecidas, ou novas, ou sem tanto destaque... vocês entenderam. Logo, não achem estranho a falta de análise mais detalhista e cheia de termos técnicos, e desde já perdoem qualquer termo chulo; tentarei evita-los, mas quando eles aparecerem, já sabem, é tudo devido ao caráter mais informal e despojado da coluna.
Bem, depois dessa apresentação, vos convido a se sentarem e me acompanharem para a primeira obra que vou apresentar. Hoje, vocês vão conhecer a distorcida individualidade de Shounen Shoujo; Obra roteirizada por Nisio Isin e ilustrada por Akira Akatsuki; pois bem venham comigo.

Considerações da história:

Para não ser deselegante, antes vou dar os dados mais básicos: Shounen Shoujo (ou Ill Boy, Ill Girl) começou a ser publicado na Jump SQ em fevereiro desse ano e, atualmente, possuí dois capítulos. Como já dito ela veio da mente de Nisio Isin e Akira Akatsuki acompanha ele novamente nos desenhos; se por ventura você não associou nomes, ambos são os responsáveis por Medaka Box (falarei da obra logo menos, aguarde). Em todo caso, a obra é uma daquelas que muitos vão torcer o nariz logo de cara, quer seja por seu estilo narrativo, quer seja pela desconstrução de ideias que, novamente, Nisio faz questão de nos mostrar, mas ainda sim a obra é boa e tem certo potencial, chama atenção de quem deseja se envolver com os personagens e com toda trama apresentada.
Logo nas primeiras páginas já temos um “spoiler” do final, com narração do Garoto (sim, o guri não tem nome) explicando em como tudo chegou naquele ponto. Na cena seguinte somos transportados ao “presente”, quando descobrimos que nosso protagonista vê os rostos das pessoas borrados, assim como seus nomes, a princípio isso parece irrelevante, mas muda radicalmente no momento em que ele vomita sangue negro enquanto sofria bulliyng de seus colegas de escola, e a partir daí que a história começa a ficar bizarra (eu poderia dizer doentia, mas só as páginas iniciais tornam TUDO QUE VEM A SEGUIR DOENTIO); no hospital nosso garoto descobre que possuí uma doença que o matará antes dos 12 anos e ele se sente radiante com isso, pois ele é uma pessoa extremamente individualista e que se apega ao fator de que ser diferente dos outros o faz um ser único, um ser mais “agraciado” digamos assim, e isso o torna uma pessoa de aparência melancólica e triste; mas como nem tudo são flores, ao final do primeiro capítulo ele descobre que não é tão único assim, pois há uma garota (acho que agora vocês sacaram o shounen shoujo do título) que também possuí a mesma doença que ele, só que com uma diferença, ela vê os rostos dos outros com uma espécie de retalho e é totalmente fofa, aí meu amigo começa a ideia de individualidade, pois o garoto não quer correr o risco de outra pessoa com a mesma doença morrer antes dele.
Bem querido leitor, nesse momento, muito provavelmente você pode estar em dúvida, pois dei um desclaimer do cacete e não disse nada mais, mas creio que seja preciso primeiramente resumir a maluquice que é o primeiro capítulo para então analisar e explicar minha indicação.
A princípio esse resumo/desclaimer que fiz pode parecer bobo e simples, mas quando você lê as 48 páginas iniciais prestando atenção, você começa a notar o quão bem bolada e doentia foi a ideia do Nisio. Claro que o mangá anterior dele (Medaka Box) tinha suas bizarrices e coisas BEM SEM NOÇÃO, mas ele não chegou a esse nível de mentalidade quando desenvolveu Medaka, mais do que isso, ele nunca abriu um debate tão curioso como nesse caso, pois debater a individualidade é algo bem interessante, que rende algo para prender os mais curiosos, e afastar os mais seletivos.
Os personagens são um poço de sentimentos “diferentes” (digamos assim); eles te causam sensações diferentes e únicas que te faz gostar mais de um do que do outro. O garoto é fechado, recluso, infeliz, que vive em uma espécie de alegria mórbida por ser diferente, é aquela pessoa que não nos compadece pena e nem compaixão, mas ainda assim você se sente atraído por aquele personagem e quer ver, mais e mais, o que ele fará para preservar sua individualidade (assim, isso nem chega a ser spoiler, mas quando ele descobre sobre a doença, ele pede para que a mesma receba seu nome quando ele morrer e o médico aceita; logo, se ligar 1 + 1, hábil leitor... você entenderá o que ele sente quando descobre que a garota pode morrer antes dele e tem A MESMA DOENÇA), já a garota é uma personagem fofa e que te desperta a empatia logo de cara, mas guarda um segredo que quando é revelado NO SEGUNDO CAPÍTULO dá um bug no seu cérebro, em especial por você já ter noção de um ponto da história que é mostrado no começo.
Posso dizer sem medo, que a medida que fui lendo meu cérebro foi tentando processar o que o Nisio queria dizer ali, o que ele tem em mente para desenvolver a série, mas cada vez que penso, mas chego à conclusão que tudo ali pode mudar e surpreender, mas com o objetivo de um final já premeditado (ou não). Fora isso, dizer que o traço do Akira-sensei é bom, seria baixo até para elogiar, já que ele é bem competente na sua arte e nos entrega um desenho que fica fácil de identificar, especialmente se você leu Medaka.

Afinal, por que ler?

Honestamente, essa é a primeira indicação que dou e, logo de cara, digo que ela não é recomendada para quem espera obras que começa com tudo, que não esperam obras que de certo modo pareçam um livro, que sejam meio pensadas para te fazer pensar. A história, como eu já disse, é boa e bem executada. É aquele típico mangá que possuí um grau de densidade que não sairia na Jump semanal (isso na minha concepção), devido a isso a escolha da SQ foi acertada, uma vez que lá obras de teor mais pesado funciona. No mais, Shounen Shoujo é uma obra para quem quer algo diferente, ou que tenha curtido Medaka, mas uma coisa é certa... quem der chance para o mangá vai ser surpreender. Eu recomendo com força essa série.
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