segunda-feira, 23 de maio de 2016

Review - Magi: The Labyrinth of Magic

"Meus desejos estão ao alcance"
Como podemos definir um mangá que faz sucesso? Honestamente eu não conheço alguém que saiba dizer 100% de certeza os fatores que definam um sucesso comercial, mas sei que Magi se encaixa bem nos mangás que farão parte da história dos mangás de sucesso.
Criado por Shinobu Ohtaka; Magi: The Labyrinth of Magic, ou Magi: O Labirinto da Magia começou a ser publicado em 03 de Junho de 2009 pela Weekly Shonen Sunday, da Shogakukan, e conta, até o presente momento, com 27 volumes (segundo o Wikipédia).
O sucesso do mangá gerou duas temporadas animadas de 25 episódios cada, a primeira foi exibida de Outubro de 2012 até Março de 2013; a segunda foi de Outubro de 2013 até março de 2014. Além da animação, o sucesso também rendeu um spin off focado no personagem Sinbad, que ganhou uma série de OVAs entre 2014 e 2016, tendo uma animação sendo exibida atualmente na TV japonesa.
No Brasil o mangá começou a ser publicado pela JBC em Julho de 2014, estando, atualmente, com 21 volumes já lançados por aqui.

Sinopse (Via Wikipédia):


A história se passa em um mundo alternativo baseado no Velho Mundo, com vários personagens, nações e contos que assemelham-se profundamente com seus homólogos da vida real. No mundo de Magi, todos os seres vivos possuem uma essência conhecida como Rukh (ルフ) e quando eles morrem, essa essência retorna para o "Grande Fluxo de Rukh" que dá vida a todos os seres, em um ciclo eterno de renascimento denominado "Destino". Uma vez que uma pessoa é dominada pela tristeza, raiva ou desespero, seu Rukh se torna obscuro, corrompido, de coloração negra e que se desvia do fluxo principal em um processo chamado de "Fall into Depravity" (堕転 Daten).
Além disso, existem vários castelos mágicos, cheios de tesouros, armadilhas e desafios conhecidos como "Dungeons" e cada um deles é um lugar que guarda um ser mágico misterioso e poderoso, chamado de Djinn (Gênio - ジン). Aqueles que conseguem encarar os desafios de uma Dungeon, conquistar a lealdade de um Djinn e retornar vivo são conhecidos como "Dungeon Capturers" (Captores de Dungeons - 迷宮攻略者 Danjon Kōryakusha) ganhando a habilidade de usar seus poderes mágicos a qualquer momento. Um Captor de Dungeon carrega seu Djinn em recipiente especial geralmente feito de metal.

Considerações Iniciais (Entre na Dugeon comigo):

Sendo bem direto e reto quanto a isso posso dizer que a série convence como Shounen e o primeiro volume funciona muito bem como apresentação, mas é só. Não é nada que se diga que o mangá é o melhor já feito. Antes que comece o mimimi, deixe-me explicar mais claramente: o mangá não é ruim, longe disso; ele te traz um roteiro legal, envolvente que te dá base para saber o que vem a seguir, mas é só isso em primeiro momento, não tem nada que te faça gritar dizendo: "PQP esse é o melhor mangá que está saindo no Brasil atualmente", fazendo que ele seja apenas um bom mangá.
Óbvio que há personagens carismáticos e cenas bem legais de ação (nos poucos momentos que há uma ação mais shounen no primeiro volume), mas não é nada que surpreenda ou inove. Claro que, merece uma atenção especial a ambientação e os personagens, pois isso ficou inovador, mas o roteiro é um roteiro shounen básico, no qual você introduz o protagonista ao mundo e nos apresenta a ideia inicial. Nisso a tia Ohtaka se saiu bem até demais, mas a principio a inovação não foi feita em tudo, e isso torna o mangá gostoso de ler, e apenas isso. Mas no volume dois a situação muda e o roteiro mostra a que veio, tornando a experiência mais dinâmica e divertida, fazendo você sentir mais aquele espirito de aventura única que a série promete.
Fora isso, posso também dar um destaque quanto a como a inspiração nos contos das Mil e uma noite parece influenciar nas características dos personagens, pois isso é algo que nota-se facilmente se souber o básico dos contos que servem de base.

A Versão Brasileira (Abre-te Sesamo JBC (!!!)):

Como dito no começo do texto, a versão Brasileira tem o selo JBC de publicação e qualidade, ou seja temos papel pisa-brite de 52g e uma tradução super bacana que ficou a cargo do Edward Kondo. E acho que fora o de sempre, posso dizer que gostei muito do jeito que a obra foi adaptada, ficou muito divertido e gostoso de se ler, até as piadas tem uma graça a mais, porque o traço da tia Ohtaka já rende ótimos momentos de comédia.
Fora isso, acho que a única ressalva fica pela classificação colocada na capa, pois 16 anos para uma obra dessas, mesmo com piadas de duplo sentido (vulgo a do Nheco Nheco), fica meio forçado. Okay, ainda não entendo como é escolhido a classificação, mas creio que poderia ser tranquilamente um + 14.

Considerações finais (Arrume um Djinn para você):

Mesmo depois de tudo que foi dito nessa resenha, ainda tenho que admitir que Magi é uma obra bem divertida, que cumpre seu papel de ser um shounen para entreter. Claro que, esse estilo de Magi é um estilo de narrativa mais calmo, sem informações demais e que te permite viajar mais no universo que é oferecido a você.
Recomendo a obra para quem quer um shounen que vai se moldando aos poucos e que não tem pressa em contar a história, tal como Xerazade, que levou 1001 noites para contar toda história de mitos árabes ao rei. Agora se você quer um mangá com narrativa Shounen Jump, evite esse a todo custo, pois, provavelmente, você vai se sentir frustado.
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