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sábado, 21 de maio de 2016

Review - Saint Seiya: Legend of Sanctuary

There's a hero/ In you/ Inside of you



Gênero: Aventura/Animação em CG
Produção: Toei Animation
Música: Yoshihiro Ike
Duração: 1h35min (aprox.)


Como todos sabemos, nesse ano, Masami Kurumada completa 40 anos de carreira. Assim sendo nada mais justo que homenagear a carreira dele fazendo um filme de sua obra mais influente. Pensando desse jeito a Toei Animation resolveu fazer um filme em CG (Computação Gráfica) de Saint Seiya, e em 21 de Julho de 2014 estreou no Japão Saint Seiya: The Legend Of Sanctuary.
No Brasil o filme estreou em 11 de Setembro de 2014, dez dias após a série completou 20 anos desde sua primeira passagem no Brasil. Como pode ver o mês de setembro é um mês legal para CDZ em terras tupiniquins, mas nem tudo são flores, pois quando o filme saiu choveu de críticas devido a liberdades criativas a afins, nisso se dividiu entre os fãs que curtiram o filme e os que não curtiram, mas no fim essa divergência apenas atraí mais público.
Antes de prosseguir na resenha, um pequeno adendo: não terá sinopse aqui e nem muitas informações para evitarmos spoilers, ou seja leia sem medo e aguardem o cast sobre o filme que saíra logo menos e, lá sim, terá alguns spoilers. Enfim, vamos ao que interessa, vamos falar de Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário.

Considerações Iniciais:
Primeiramente, quero deixar claro que, para ver o filme é preciso se desprender de tudo que você sabe ou pensa que sabe sobre Cavaleiros do Zodíaco e/ou até mesmo tudo que você leu/viu. O filme tem um tempo limitado para contar algo que é grande demais e isso exige que você tenha uma certa capacidade de abstração e desprendimento de detalhes.
Vale a menção de que tudo que foi feito no filme, teve aprovação do Kurumada e que o mesmo, assim como o produtor e todo pessoal envolvido advertiu toda e qualquer pessoa que fosse assistir o filme que ele seria um reboot e uma releitura da série, assim como o tempo de 93 minutos foi uma exigência do Kurumada, logo tudo que deu errado nesse filme é culpa dele. Todos cientes disso? Então vamos seguindo.

Pontos positivos:
Vamos começar pelo que é bom, até porque não quero ter que ficar justificando o que não curti no filme logo de cara, é cansativo e creio que lendo os pontos positivos primeiro, talvez, você, jovem leitor, queira ir ver se tenho razão.
Devo confessar que o character design está melhor do que o esperado, os personagens ficaram em uma CG bem feita e conseguem ser até mais carismáticos que na versão animada, isso sem contar que nesse formato eles realmente aparentam ter a idade que dizem ter, ou seja não ficou nada forçado e convence quem assiste. Outro ponto bacana são as lutas, que ficaram de encher os olhos, gráficamente falando, e te empolgam nos momentos certo.
Já quanto a trilha sonora e dublagem, dizer que estão ótimas ainda é pouco e não define, porque ficou tudo perfeito e se encaixou com maestria. A trilha sonora merece um destaque bacana, pois como primeira composição do Yoshihiro Ike para a série, ficou tão bom quanto as composições do Seiji Yokoyama para a animação, não vou dizer que é superior, mas cumpre bem seu papel e sabe constratar bem com o que é pedido no filme. Quanto a dublagem, vale dizer que temos mais uma dublagem de CDZ inspiradissima e competente, tanto os antigos quanto os novos dubladores souberam dar uma interpretação majestosa a seus personagens, e isso merece um ponto de destaque.

Pontos Negativos:
O principal ponto negativo do filme foi a, já falada por muitos, duração dele. Entendo que tenha sido exigência do Kurumada, porém 1h30min não ajuda muito a desenvolver a história e acaba gerando um roteiro meio corrido em muitos pontos. A comprovação disso vem que, após a casa de touro, todas as casas se passam muito rapidadmente, dando pouco desenvolvimento nas lutas.
Creio que o final boss do filme é algo que acabou sendo meio injustificável e tenso. Não que seja ruim, mas causa um desconforto, fica parecendo um robô e isso faz o filme perder um pouco do seu ritmo. Obviamente que o DeathMask como Jack Sparrow não é um ponto positivo, e de certo modo tirou um pouco do choque que poderia haver no filme, mas mesmo sendo um ponto negativo, se justifica pela classificação indicativa, tal qual o mal aproveitamento de vários outros personagens. Diria que cada escolha acertada para fazer o filme caber no tempo estimado foi uma perda, que mesmo sendo justificada, não ajudou.

Considerações Finais:
Assistir ou não assistir? Eis a questão que está matando muitos que ainda não viram e estão lendo em inúmeros sites ou até mesmo nas redes sociais que o filme é ruim entre outros mimimis.
Creio que seja necessário, primeiramente, saber que reboot significa recontar um história sobre novo ângulo e que é preciso ter a mente totalmente aberta para o que está por vir, pois o filme é um completo recomeço e consegue se fazer justificável, até mesmo nos seus erros. Claro que não vou entrar em detalhes quanto a cenas em si para evitar Spoilers, mas posso dizer que até mesmo a pouca participação do Afrodite, ou o Miro ser mulher se justifica, logo entender as reclamações é difícil, em especial quando já se tinha informações sobre o que esperar do filme desde que ele saiu no Japão. Logo, só se frustou quem tinha expectativas ou não leu a respeito.
Merece ser dito que se você tem interesse em ver o filme no cinema tem que estar pronto para ver algo totalmente novo, caso contrário espere o DVD sair, pois acima de tudo, o filme se tornou uma releitura digna do que se espera de Cavaleiros. É meio claro que haja divergências com relação a isso, mas o filme conseguiu provar que dá para recriar a série em Computação Gráfica, para isso basta aprender com os erros desse primeiro filme. Uma prova do sucesso do filme é a quase uma certeza de que haverá continuação, daqui a algum tempo, logo é torcer para a Toei ter aprendido a fazer o filme melhor que o primeiro e, com isso, vida longa aos defensores de Athena hoje e sempre.
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