User-agent: Mediapartners-Google Disallow: User-agent: * Disallow: /search Allow: / Sitemap: https://projectdollarscast.blogspot.com/sitemap.xml Review - Saint Seiya: Prólogo do Céu - DollarsCast

sábado, 14 de maio de 2016

Review - Saint Seiya: Prólogo do Céu

"Quando o coração humano supera os seres divinos. 
O que os deuses irão perdoar? E o que eles irão castigar?"

Gênero: Animação

Produção: Toei Animation

Música:  Seiji Yokoyama

Duração: 1h23min

Nesse ano Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya para os íntimos) completa 30 anos desde que saiu pela primeira vez nas páginas da Shounen Jump, e é óbvio que eu não poderia deixar essa data passar em branco. Como comemoração, publicarei uma série de resenhas, inicialmente, sobre os filmes da franquia e dependendo expandirei para os spin-off da série. Até porque, ter 30 anos e ser um produto comercial forte é algo que poucas séries tem esse privilégio.
Pois bem, para começarmos bem, a resenha de hoje é sobre um dos filmes em animação da série, e o fil


me que, para mim, é o melhor executado. Hoje vamos falar sobre o 2º Filme para cinema da série. Vamos falar de Prólogo do Céu, ou Saint Seiya: Tenkai-hen Josou ~Overture~.

A História (By Wikipédia):

O filme se passa após os eventos da Saga de Hades. Depois das guerras santas contra Poseidon e Hades, os deuses do Olimpo ficam furiosos com Atena e seus cavaleiros.
Artemis, a deusa da Lua, surge com o intuito de castigar os Cavaleiros de Bronze por terem se voltado contra os deuses. Para protegê-los, Saori Kido oferece a Terra à Artemis e jura sua própria vida como promessa de que eles nunca mais lutariam. O acordo então é aceito e a Deusa da Lua passa a governar a Terra.
Entretanto, ao verem o Santuário de Atena dominado, os Cavaleiros se rebelam, mesmo não entendendo ao certo o que estava acontecendo. Assim, Saori teve que entregar sua vida, já que havia prometido que Seiya e os outros nunca mais lutariam. É neste momento que seu sangue passa a ser derramado. Como os guerreiros estavam lutando contra a vontade de Atena, os mesmos estavam muito fracos, sendo golpeados facilmente durante as lutas.
No decorrer do filme alguns fatos são explicados, como o irmão de Marin ser Tohma (Ícaro), e não Seiya. Os cavaleiros de ouro, que morreram na destruição do Muro das Lamentações, têm suas almas seladas pelos deuses do Olimpo como forma de punição.

Considerações Iniciais (Justificando um pouco o filme):

Confuso; essa é a palavra que melhor define esse filme, pois apesar de todos os prós que ele possa apresentar como, por exemplo, animação de encher os olhos, ele fica com um roteiro muito complicado de ser explicado e entendido em primeiro momento, fazendo que o filme pareça superficial demais.
Quando o filme foi feito, em 2004, a saga de Hades ainda não havia sido finalizada em animação e a ideia, a principio, era arriscada, mas mesmo assim a Toei seguiu em frente, tendo o próprio Kurumada como consultor para o filme (sim, tio Kurumada curte dar pitaco em tudo que envolve sua obra). Logo que o filme saiu choveu de críticas pelo teor mais sério e filosófico do filme, tal qual choveu de elogios por essa nova abordagem, uma vez que o filme foi feito visando o público antigo que não é mais tão novo. Tudo foi feito visando a geração que cresceu vendo os guerreiros de bronze subindo escadas para salvar Athena.

Pontos Negativos:

Como já dito (ou não), o maior ponto negativo se encontra justamente na narrativa fragmentada e de difícil compreensão. A abordagem a trama ficou legal e se justifica, porém prejudica muito quem é marinheiro de primeira viagem, isso sem contar que acaba sendo um balde de água fria para quem esperava um movie nos moldes dos anteriores que era somente base de porrada e isso.
Sem contar que focar em tudo para não dizer nada complica mais ainda o que já estava complicado, pois todos sabem que por mais truncado que o roteiro de Saint Seiya seja ele ainda consegue te dar mais respostas do que dúvidas e isso filme faz justamente o contrário. Óbvio que isso não ajuda em nada, mas por ser um Prólogo isso pode ser justificado.

Pontos Positivos:

O principal deles, sem sombra de dúvidas, é que finalmente descobrimos quem é o irmão da Marin. Foram anos achando que a Marin era irmã do Seiya, aí quando a Seika aparece na saga de Hades, ficou aquela dúvida sobre o irmão da Marin e esse filme apresenta o irmão dela de um modo satisfatório. Outro ponto a se comentar, ainda nessa área de relações, é como é focado os sentimentos do Seiya em relação à Saori/Athena, tá certo que todos os fãs já sabiam dos sentimentos dele, mas o filme evidencia isso de um modo que fica perfeito demais, não tem como não achar bonito quando ele diz que não lutava a pedido dela e sim por ela.
As lutas também merecem um destaque aqui pois, apesar de corridas, ela se apresentam de modo bem legal e são muito bem executadas. Fica claro o cuidado para que as cenas de luta, assim como todas as cenas do filme, fossem feitas para encher os olhos e agradar.
Dizer que Seiji Yokoyama fez uma trilha sonora perfeita seria até pleonasmo, porque o cara prova que dá para manter a qualidade musical mesmo depois de anos. A trilha sonora do filme está no CD Original Soundtrack IX - Tenkai Hen Joso Overture Original Soundtrack, sendo que nesse CD também se encontra a música tema do filme "Never" cantada pelo Nobuo Yamada, que teve direito a clipe exibido na MTV Japonesa.

A Versão Brasileira:

Não dá para falar de Cavaleiros do Zodíaco sem falar da dublagem que, como sempre, está sensacional. Todas as interpretações estão inspiradissimas e merecem aplausos. Mas destaco a dublagem do final do filme que ficou, simplesmente, perfeita.
A dublagem foi feita na Álamo no ano de 2006, que foi quando o filme saiu por aqui. A direção de dublagem ficou a cargo do Marcelo Campos (dublador do Mu de Aries e Jabu de Unicornio) e teve a equipe da JBC, naquela época, na tradução do filme (ponto para o Del Greco).
O filme foi lançado aqui em 02 de novembro de 2006 e não fez muito sucesso, até porque boa parte já tinha visto o filme legendado via fansubs.

Considerações Finais (Vou elevar meu cosmo ao infinito... E ALÉM):

Como já disse no começo, o filme é bem mais denso que todo conceito que a série nos apresneta e tem um roteiro bem complicado de ser entendido, mas ainda sim não deixa de ser um filme bom para os padrões normais, para os padrões CDZ o filme pode ser ruim por não ser auto explicativo como os outros, mas aqui o que vale é o pensamento de que a série evoluiu com  tempo. Creio que parte do não sucesso do filme em arrecadação foi justamente porque os fãs esperavam um filme com a mesma formúla dos outros e acharam um filme profundo que não tem pressa de ser contado.
Rezam as lendas que o Kurumada não gostou do filme, tanto que o Next dimension por sí, aos poucos, está invalidando tudo que o filme apresentou, uma pena já que se fosse feita as devidas continuações, dizem que o filme era o primeiro de uma trilogia, teríamos visto algo mais bem desenvolvido vindo de CDZ.
Um fato curioso é que mesmo sendo mal recebido pelos fãs, o filme tem média 7,2 no IMDB, o que nos leva a conclusão que, de modo geral, o filme não é de todo ruim.

No fim fica a dica de um filme para quem quer ver algo mais sério vindo de Saint Seiya, pois o filme é bom, basta apenas que você assista pensando e não no piloto automático.
Postar um comentário