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sábado, 25 de junho de 2016

Review: Aoi Bungaku - Kumo no Ito

Um conto para crianças não tão infantil

Na vida carregamos à máxima: “tudo que se planta, colhe”, e essa acaba sendo uma verdade universal, pois não podemos plantar milho esperando colher feijão; tal qual não podemos esperar colher amor plantando ódio. É necessário que saibamos que tudo o que fazemos tem consequências e pode acarretar punições ou bonificações.
Enfim, é com esse pequeno monólogo que inicio esse review. É o penúltimo da série e de certo modo um dos únicos que, na versão original (leia-se na obra base), tinha como foco o público mais jovem, pois é um conto que foca bem essa questão passada acima.
Em todo caso, sentem-se e vamos falar sobre “Kumo no Ito”.

Considerações Iniciais:

 
Kuma no Ito é, na ordem cronológica, o episódio de número 11 da série e foi exibido no dia 19 de dezembro de 2009. Ele conta com direção de Atsuko Ishizuka, roteiros de Atsuko Ishizuka e Yūji Kobayashi; o character designer fica por conta de Tite Kubo, que já trabalhou na série anteriormente (episódios 5 e 6, Sakura no Mori no Mankai no Shita. Já falei sobre ele aqui no blog, clica aqui para ler o review). Além deles, também está na equipe o compositor Hideki Taniuchi, que cuidou de toda parte sonora deste episódio (assim como cuida da soundtrack de 99% do anime).
O animê é baseado no conto, de mesmo nome, da autoria de Ryunosuke Akutagawa. Nascido em 1 de março de 1892, ele era considerado “o pai do conto japonês”, tendo sido o criador de diversas histórias nesse estilo, porém nem tudo são flores e ele se suicidou em 24 de julho de 1927.

Kumo no Ito

Sendo objetivo: a história do animê se foca em Kandata, um bandido famoso que apenas planta desgraças por onde passa. Ele mata, rouba, esquarteja e tudo com o máximo possível de crueldade apenas visando ver suas vítimas sentirem medo ao vê-lo ou ao ouvirem seu nome. No meio de toda essa matança, ele é ferido e se “esconde” visando se recuperar; nesse esconderijo ele poupa a vida de uma aranha, por alegar que está não o teme.
Após tudo isso ele é capturado, executado e vai para o inferno. No inferno, perto de enlouquecer, Buda lhe concede uma teia de aranha para que ele escape do inferno, ele tenta subir, porém todos os mortos que lá estão também anseiam espaçar por aquela teia. No fim, ele caiu, pois a teia se arrebentou com o peso.
Bem, acabei fazendo um resumo (meio ruim) de tudo que ocorre em 22 minutos de anime e tudo que ocorre no conto, porém não expliquei demais como se desenrola tudo, até porque o conto você já deve ter ouvido em algum animê ou mangá, uma vez que costumam menciona-lo vira e mexe (Se não me engano já ouvi esse conto em Air Gear, mas posso estar equivocado). Ele costuma ser muito utilizado para mostrar a lição, exatamente, da ação e reação, da ganância e até mesmo do plantar e colher.
Veja bem, a história é focada em alguém que, em toda sua vida, só soube fazer o mal e só soube cometer crimes, e ele não fazia isso por necessidade ou algo do gênero... ele fazia por prazer e diversão. Viveu assim, até seu último minuto, quando foi executado e a única vida poupada foi a da aranha. A lição de moral aqui passada é sutil, porém objetiva, pois no final todos vamos morrer, mas antes disso a vida vai nos cobrar o preço de nossas ações, até porque o Kandata não era fácil de ser capturado e só o foi por ter sido ferido de surpresa; deixando mais claro, ele recebeu pelo mal que fez.
Depois de executado, já no inferno, tudo que ele pôde fazer foi ver o seu castigo chegar. Chegando as vias de enlouquecer, e se ver sendo morto por ele mesmo; mais do que isso, ele via aqueles que foram mortos por ele. Tudo isso em um cenário digno de Madoka, de tão psicodélico e perturbador. Ok que muitas pessoas não acreditam no inferno, mas se ele existir e for como representado nessa animação, todo castigo é enlouquecedor, acredite. E é no inferno que ele recebe uma “benção” por seu único ato de bondade em vida, é lá que surge a teia da aranha. Teia está que pode salvá-lo, uma vez que aguenta o peso de seu corpo.
Cabe aqui aquela reflexão, repetitiva, por que ele mereceu a execução e tudo de ruim que lhe anteviu, porém a chance que a teia concedeu também foi merecida, pois ele poderia sim ter matado a aranha, mas não o fez e isso foi uma boa ação, de certo modo. E, talvez ele tivesse conseguido sair dessa, se não fosse pelos mortos que subiram na teia e fizeram-no revelar seu egoísmo. Logo fica entendido que, no final das contas, ele não era realmente digno daquela boa ação; o condenando de vez ao inferno.
A animação desse episódio é bem feita, porém apresenta alguns momentos de oscilação de qualidade. O que fica nítido, pois em certas cenas você nota a qualidade mais desleixada, porém não atrapalha. Destaque fica, realmente, para as cenas no inferno que ficaram muito bem feitas, deixando o próprio espectador meio “surpreso” com o visual imaginado para o local de tormento eterno.

Considerações finais:

Esse episódio, em um âmbito geral traz mais uma crítica. Não apenas a sociedade geral, mas para o que fazemos no dia a dia, pois nada passa impune na vida e tudo que fazemos terá consequências, quer sejam boas, quer sejam ruins. Logo cabe a nós fazermos nosso melhor e, nos esforçarmos, para não plantar coisas ruins em nossas vidas, porque os frutos não são bons.
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