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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Review - Gakkou no Kaidan

Hora de brincar com fantasmas



Fantasmas são seres que povoam nossas imaginações desde tempos imemoriais e isso é um fato inegável. Para termos uma prova melhor disso, basta vermos quantas não são as produções cinematográficas que fazem uso dos seres do além.
Como todo bom produto de nicho, os japoneses também fizeram algo voltado para esse segmento, na realidade há várias obras com a temática de fantasmas e afins, mas a que abordarei hoje é pouco conhecida pelo grande público, apesar de já ter sido exibida em nossas terras. Senhoras e senhores; meninos e meninas... hoje falaremos sobre Gakkou no Kaidan, ou Histórias de Fantasma. Se acomodem e cuidado para um espírito errante não puxar seu pé.


Sinopse:
O anime se trata da vida de Satsuki Miyanoshita (personagem principal), e de seu irmão, Keichiro Miyanoshita. Eles mudam para a cidade natal de sua falecida mãe, e no primeiro dia de escola eles descobrem que a escola antiga, que fica próximo à escola atual, é assombrada, e a mãe deles fora responsável por exorcizar os fantasmas que assombravam essa escola.

Considerações sobre o animê:
Gakkou no Kaidan é um animê produzido no ano 2000 pelo estúdio Pierrot (NarutoYuYu HakushoBleach e Tokyo Ghoul) em parceria com o Aniplex tendo como base para a história uma série de livros da autoria de Toru Tsunemitsu. A versão animada tem um total de 20 episódios que foram exibidos de outubro de 2000 a março de 2001 e teve direção de Noriyuki Abe (também foi diretor de BleachYuYu Hakusho e Kuroshitsuji: Book of Circus). Os temas de abertura e encerramento ficaram a cargo das bandas Hysteric Blue (com a música Grow Up) e Cascade (Sexy Sexy), respectivamente e ambas são canções que destoam bem do tom do animê, pois enquanto a abertura é bem divertida e chiclete, o encerramento é bem envolvente e, com o perdão do trocadilho, sexy.
O animê foi distribuído para as Américas pela ADV Films e foi exibido no Brasil pelo Cartoon Network no ano de 2005; uma época que o Cartoon ainda investia em animês e acreditava no potencial das animações nipônicas, tanto que a obra foi exibida lá pela 0h00. Um fato é que mesmo nesse horário a obra chamou a atenção de quem assistiu, talvez seja pela trama que, na medida do possível, é bem elaborada, ou por sua galeria de bons personagens, mas é um fato que a obra cativou ao público, prova disso é o fato do canal ter reprisado o animê por cerca de seis vezes e ainda conseguiu entrar por duas vezes no Votatoon daquele período.
Como já dito a obra se foca na Satsuki e no seu irmão Keichiro, porém mesmo os dois sendo os protagonistas temos os amigos deles que se tornam Co-protagonistas e dão um tom a mais a série. Temos o pesquisador sobrenatural Ryo, que é a enciclopédia de fantasmas e sempre tenta ajudar com seus conhecimentos, Hajime que entraria aqui como o cara pervertido, mas de bom coração e por fim, temos a Momoko que seria a voz da razão do grupo, por ser a mais velha da galera. Os cinco juntos acabam gerando uma combinação bem única para protagonistas, pois todos eles se completam de algum modo e sabem como se ajudar para resolver os problemas com os fantasmas que aparecem no decorrer do animê. Por falar em fantasmas é preciso mencionar, que além da equipe em si, eles contam, também com a ajuda do diário fantasma que é deixado pela mãe da Satsuki e que narra os exorcismos que ela fez.
Ok, falei dos personagens, expliquei algumas coisas e não expliquei o roteiro da história. Bem, a trama é simples (para não dizer repetitiva) e sempre tem o fantasma da semana, ou seja, eles sempre terão contato com algum fantasma e por conta do perigo do mesmo, terão que aprisiona-lo de novo, em suma é esse o plot básico. Aí você me pergunta o porquê disso? E eu respondo: no primeiro episódio é deixado bem claro que os mesmos estavam presos e muitos dormiam próximo à escola velha (na trama temos a escola velha que é onde a mãe da Satsuki estudou e a escola nova, que foi construída AO LADO da velha e é onde a Satsuki estuda), mas o ambiente foi perturbado devido reformas em áreas próximas ou até mesmo pelos nossos heróis que entraram na escola para pegar o gato da Satsuki e do Keichiro que entrou no colégio.
Logo, sabendo que é necessário aprisionar os fantasmas de novo e tendo o diário da mãe em mãos, nossa protagonista junto a seus amigos acaba tendo que encarar uma série de fantasmas sanguinolentos. Claro há aqueles que não são aprisionados por inúmeros fatores que não citarei por ser spoiler, mas mesmo assim todas as situações envolvendo o sobrenatural acabam por colocar em foco a amizade dos personagens, assim como outros sentimentos como a saudade da mãe que morreu, o amor da Satsuki pelo Hajime e vice-versa. Óbvio que nem só de tristeza e coisas assim vive a obra, ela possuí muitos momentos divertidos, assim como possuí certo fanservice em alguns episódios; nada que estrague a diversão de quem quer uma obra que fuja dos ecchis atuais, mas ainda sim é algo que pode soar incomum para uma obra do gênero.
Também não posso deixar de mencionar que apesar de ser uma série de terror, Gakkou no Kaidan tem um clima levemente descontraído e é um daqueles animês que dá para ver em família (se a família curtir) sem medo de constrangimentos.
Um fator também que merece menção é a dublagem brasileira do animê que ficou simplesmente show de bola, todas as vozes foram bem escaladas e conseguiram incorporar bem os personagens, meu destaque nesse caso fica para o dublador do fantasma Amanojaku (Luiz Carlos Persy, que também dublou o Voldemort em Harry Potter e o Marte de Saint Seiya Ômega) que conseguiu fazer uma interpretação digna de respeito do fantasma que não obedece e faz apenas aquilo que lhe dá na telha.
Cabe à menção, por curiosidade, que na realidade o animê possuía, originalmente, 21 episódios, porém um dos episódios foi tirado da série após a exibição no Japão por problemas a cerca de inúmeras reclamações. O episódio é o 3º na cronologia e se chama “Eu sou bonita?”, nesse episódio o fantasma tem uma deformidade no lábio e isso foi o alvo das reclamações, pois há uma doença chamada Lábio leporino que deixa os lábios também deformados. Devido a essa semelhança e as críticas, o episódio foi excluído da cronologia após a exibição no Japão.
No fim das contas, creio que muito falei sobre a obra e o mais importante não falei; afinal... ela vale ou não vale a pena assistir? Honestamente, admito que valha a chance, pois é uma obra que, de certo modo, aborda os fantasmas de um modo até que diferente, tem bons momentos e mesmo com o plot sendo focado no fantasma da semana você se diverte e se pega querendo ver mais, pois há fantasmas bons, maus e há aqueles que não querem nada. Acredito que é uma pedida certa para quem quer fugir das obras atuais. Caso contrário, você está livre para fugir dessa obra e ir para qualquer outra novidade. Mas fica registrado que você estará perdendo uma obra em tanto (e eu desejo que se você fugir da obra o motoqueiro sem cabeça encontre você).

PS: Abaixo segue lista de episódios e Dubladores da Obra (Créditos: Wikipédia)

Guia Episódios:
01 - O Espírito Do Mal
02 - Papel Vermelho ou Papel Azul
03 - A Escada Mal Assombrada
04 - O Fantasma Do Piano
05 - O Fantasma Do Velocista
06 - O Fantasma Das Crianças
07 - Os Fantasmas Do Espelho
08 - O Site Dos Mortos
09 - O Coelho Fantasmagórico
10 - O Túnel Fantasma
11 - A Boneca Enfeitiçada
12 - O Fantasma Da Enfermeira
13 - A Maldição do Retrato
14 - O Fantasma Das Estradas
15 - Ritual Diabólico
16 - A Casa do Mal
17 - O Fantasma Da Neve
18 - A Voz da Morte
19 - O Motoqueiro Sem Cabeça
20 - O Espírito Vingador
21 - Eu sou bonita? (originalmente iria ser o 3° episódio, mas não foi ao ar).

Lista de dubladores:
Satsuke Miyanoshita: Ana Lúcia Menezes
Hajime Aoyama: Gustavo Nader
Momoko Koigakubo: Fernanda Fernandes
Kaya/Amanojaku: Luiz Carlos Persy
Ryo Kakinoki: Luis Sérgio Vieira
Keichiro Miyanoshita: Fernanda Crispin
Reichiro Miyanoshita: Eduardo Borgueth
Kayako Miyanoshita: Andréa Murucci
Kayako Miyanoshita (quando criança): Cristiane Monteiro
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