domingo, 19 de junho de 2016

Review: Saint Seiya - A Lenda dos defensores de Atena

You are my reason to be

Fala meninos e meninas, espero que todos estejam muito bem e felizes, pois hoje eu voltei (e agora pra ficar, porque aqui... aqui é meu lugar) e, logo de cara, volto com esse especial amado por muitos de vocês que acompanham esse blog.
Hoje é dia de falarmos do 3º especial de Saint Seiya, que é o primeiro filme dos defensores de Atena para as telonas. Hoje é dia de falarmos sobre “A lenda dos defensores de Atena”. Então, se acomodem e curtam o que tenho para vocês hoje.

História (By Wikipédia):


Abel, filho de Zeus e irmão de Atena, é apresentado como outro deus do sol (na mitologia grega o verdadeiro deus do sol é Apolo). Abel tenta destronar seu pai e se tornar o deus dos deuses, mas foi derrotado por Zeus e Apolo. Após a morte de Abel, os deuses apagaram todos os registros de sua existência como punição, para que as gerações vindouras jamais soubessem de sua existência.Porém, devido às blasfêmias humanas nos dias atuais, os deuses revivem Abel, dando-lhe a missão de destruir a humanidade e devolver a Terra para o domínio do Olimpo.Abel, então, revive três cavaleiros que o serviram, os mesmo cavaleiros da Coroa do Sol da era mitológica. Todos eles são protegidos por armaduras feitas da coroa do sol, por Abel. Os Cavaleiros de Ouro, mortos na saga das doze casas, também são ressuscitados para que lhe ajudem na sua missão.Após reencontrar Atena, Abel diz que irá levá-la ao Santuário da coroa do sol com seus guerreiros, o que a leva a abandonar os Cavaleiros de Bronze. Saori no começo mente para Abel, dizendo que aceita a destruição da Terra pelos deuses, mas depois ataca Abel e acaba sendo morta por seu irmão que diz que levará sua alma até os Campos Elíseos.Inconformados com a morte de Atena, os cavaleiros decidem enfrentar os ressuscitados Cavaleiros de Ouro e os Cavaleiros da Coroa do Sol, mesmo que isso signifique pecar contra os deuses. Saga, Shura e Camus decidem lutar por Atena e acabam sendo mortos pelos guerreiros de Abel. Máscara da Morte e Afrodite permanecem fiéis a Abel, mas são derrotados por Shiryu e Ikki, respectivamente.

Considerações Técnicas:

Os Cavaleiros do Zodíaco – O filme – A lenda dos defensores de Atena, ou Saint Seiya: Shinku no Shounen Densetsu é o terceiro filme da série, sendo o primeiro longa-metragem. A animação foi lançada em 23 de julho de 1988 e possuí a duração de 70 minutos.
A direção desse filme ficou a cargo de Shigeyasu Yamauchi, que já havia trabalhado no filme anterior e aqui soube conduzir melhor o rumo da trama principal. Assina o roteiro Yoshiyuki Suga, que criou uma trama competente na medida do que se solicitou nessa aventura dos santos de bronze. O character designer segue sendo o, já conhecido, Shingo Araki, porém cabe o adendo que tivemos o dedo de Masami Kurumada no concept Art de Abel e seus guerreiros da coroa do Sol. A trilha sonora continua a cargo do Seiji Yokoyama, que fez composições bem pertinentes para a obra, e todas estão no CD de número V que contém, também, a canção tema do filme “You are my reason to be”.
Como vocês devem imaginar esse filme já foi lançado aqui no Brasil em VHS, anime comics e DVD, porém cabe a menção que esse filme também foi lançado nos cinemas em sua primeira vinda para nossas terras tupiniquins. O filme foi lançado nos cinemas em 1º de setembro de 1994 e, na época lotou salas de cinema, fazendo um imenso sucesso. Convém mencionar que a trilha sonora dessa primeira versão era exclusivamente criada pela gota mágica, o que gera uma nostalgia nos mais saudosistas.

Sobre o filme:

Bem, para falar desse filme eu tenho que, primeiramente, parabenizar todos os envolvidos nessa produção, pois puta que o pariu, finalmente descobriram que divindades são poderosas e tentar enfrenta-las é loucura.
Tendo dito isso, vamos tocar o barco...
Esse é o filme que tem o desenvolvimento mais bacana dos quatro antigos, falando isso de modo bem franco. Tudo aqui funciona mais acertado e os personagens realmente possuem alguma “motivação”; motivação com todas as aspas do mundo, pois só os cavaleiros de ouro que Abel revive que possuem isso, pois quer seja por possível redenção ou por simples vingança, eles estão ali e cumprem a contento o papel de santos de Atena que visam apoiar o “irmão” da deusa. Fora isso, os Coroas do Sol, são personagens rasos que não se justificam como vilões à altura, em especial se compararmos, anos depois, com os anjos do Prólogo do Céu.
Abel, por si só, é um personagem que representa o perigo maior e real ameaça no filme, pois ele causa verdadeiro temor, mesmo sendo desenvolvido naquelas, ainda consegue ser um dos pontos fortes de toda narrativa, pois ele nada mais é do que a interpretação do “filho que surgiria para destronar Zeus". Para minha sorte, foi bom eu ter pesquisado antes de começar esse review, pois fiquei a poucos passos de cometer a gafe já cometida, várias vezes, de dizer que Abel é baseado na mitologia babilônica, mas enfim...
Ainda no escopo de história, posso queimar a língua fortemente, mas o contexto sentimentos Seiya e Saori, nesse filme funciona de modo lindo e com excelência. É bonito ver o roteirista colocando algo que todos sabem que existe e fazendo disso o mote para que o filme flua e funcione do melhor jeito possível, isso torna a trama mais única, a meu ver.
Fora tudo isso também vale o comentário sobre o Seiya, o Shiryu e o Hyoga finalmente usando as armaduras de ouro. Admito que, para quem viu na época sem ver a saga de Poseidon foi uma queimada de largada linda, mas quando você pega para rever esse filme nos dias de hoje (ou reler o anime comics), você consegue vibrar e ficar animado com esse recurso que o roteiro te dá; ok que é mais roteirismo que tudo, mas rende diversão, rende bonecos e todos saem felizes.

Considerações finais:

Creio que, sendo bem honesto, esse é meu segundo filme favorito da série (só perdendo para o Prólogo do Céu) e posso dizer, sem medo, que por pouco ele passa da regra dos 15 anos, mas é por pouco mesmo; pois ele não é daqueles filmes que você verá com toda empolgação do mundo, mas ainda sim te prenderá ao longo dos seus 70 minutos e te deixará com aquele sorriso largo de criança.
Apenas uma menção honrosa, coisa que não fiz lá em cima: Esse filme utiliza de dois elementos que seriam usados no mangá posteriormente: Os cavaleiros de ouro sendo ressuscitado (saga de Hades) e os cavaleiros de bronze utilizando as armaduras de ouro (saga de Poseidon).
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