quarta-feira, 27 de julho de 2016

Primeiras Impressões - Tokyo Kigo Tanbou

E Hiroshi Shibashi, mais uma vez, se aventura no mundo dos Youkais

Chegamos ao meio do ano e como ele chega às bancas japoneses a Jump Giga; que nada mais é do que a antiga Next, porém agora passa a ser mensal. Como é de praxe, eu resolvi caçar algumas obras da revista para ler e, dentre elas, escolhi uma de um autor bem conhecido por todos aqui no ocidente, uma vez que uma de suas obras já saiu aqui de forma oficial.
Hoje é dia de estrear a coluna de primeiras impressões e para começarmos, com pé direito, vamos falar sobre a nova obra de Hiroshi Shibashi. Vamos falar de Tokyo Kigo Tanbou. Se acomodem e vamos conhecer mais essa obra.

Sinopse (Via RedEye Scans):

A sombra da árvore, o vento gelado da primavera, a grama verde, a lua nublada. Eles se escondem e residem nas estações. Você consegue vê-los? Do autor de Nurarihyon no Mago e Illegal Rare, uma história completamente nova sobre "kigo" está para começar!

Considerações gerais:

A primeira pergunta que muitos podem se fazer é: “a obra é interessante? ”. E eu respondo, sem pestanejar, que sim; a obra é interessante e temos um capítulo inicial que cumpre bem, na medida do que se espera do Shibashi, o que se propõe. Entretanto há ressalvas básicas para obras assim, pois se você não souber o que é Kigo talvez você fique perdido; já se você espera um começo mais “quebra tudo” vai se frustar MUITO.
Temos um primeiro capítulo mais calmo, que apenas nos apresenta o protagonista Seia e sua irmã gêmea. Eles possuem uma consciência compartilhada, e ela escreve tudo que ele vê em forma de livros (pelo menos isso que eu entendi), e um belo dia ele entra em uma casa abandonada e encontra uma “pessoa”. “Pessoa” essa que depois ele descobre que é um “Kigo” e a história se focará na busca do Seia pelos “Kigos”. Ponto, esse é o resumo do capítulo com explicação do plot.
Ok, agora vou aguardar você, leitor, surtar e depois prossigo.
Pronto? Se sim, vamos prosseguir.
Honestamente, esse foi um primeiro capítulo morno. Não que eu esperasse mais do Shibashi, em especial depois de ver que, novamente, ele está tocando no assunto de seres místicos (Illegal Rare tinha como protagonista uma espécie de Vampiro e Nurarihyon no Mago [Ou Nura: A ascensão do Clã das Sombras] tinha Youkais no plot principal). Isso dá a sensação que das duas uma: Ou ele é limitado demais nas ideias, ou que ele não faz a mais puta ideia do que fazer para se diferenciar; quero deixar claro que essa repetição de ideia não prejudica a qualidade da história em momento nenhum, mas é algo que desmotiva um pouco quem leu as obras anteriores dele; você fica com a sensação que ele não vai arriscar em tramas diferentes e frustra muito, mas ainda sim a história tem um enredo que te deixa curioso para o que virá a seguir. Fora esses pontos, é preciso dizer que nosso autor tem um ritmo de narrativa meio lento no começo, logo é necessário ter essa ciência para se extrair mais da narrativa e dá obra em um todo.
Indo para uma coisa que todos querem saber; os personagens. Eles são bem carismáticos e, a primeiro momento, não te mostram demais a que vieram; te deixando apenas com aquela sensação que possuem um potencial a mais do que o esperado. Mas é aguardar o desenrolar da série para vermos até onde ele desenvolve os personagens.
Antes que eu esqueça, “Kigo” nada mais é do que do que um termo que serve para simbolizar um animal ou planta para designar a mudança de estação na qual o poema (haicai) foi escrito. (Mais informações nesses links aqui [em inglês] e aqui).

Concluindo:

No fim das contas, o saldo desse capítulo inicial foi até que positivo. Não é uma obra que entrega ou gera expectativas demais por ela mesma, mas ainda assim não perde seu charme próprio. Vale a pena a conferida para que as conclusões sejam tiradas por si só.

P.S: Cabe menção que, em momento nenhum citei a arte, pois como vocês veem no post ela é linda e muito bem-feita. Como já esperado vindo do Shibashi.
Postar um comentário