sábado, 27 de agosto de 2016

Análise semanal - Yakusoku no Neverland #02 e #03

Mistérios a mil

Fala galerinha linda! Como estão todos? Espero que bem. Antes de começarmos quero apenas me desculpar pela demora com essa análise (que é para ser semanal), mas o fato é que eu sou um editor que não cuida da saúde (sim, eu sou um imbecil que deixa a saúde na casa do caralho) e acabei gripando, aí junta isso com o trabalho diário, chega no fim do dia não estou aguentando nem pensar, mas ainda assim vou me esforçar para lançar essa análise semanalmente, a diferença é que essa aqui saíra sempre no começo da semana (logo mais explicarei o porquê).
Também quero deixar aquela curiosidade marota: inicialmente, eu não iria analisar o mangá semanalmente, até porque achei que era uma obra de hype, mas depois de ler o capítulo 2 decidi que iria fazer essa análise.
Enfim, sem mais delongas, vamos aos capítulos.

Capítulos #02 e #03 – “Saída” & “A dama de ferro”

Sabe aquela série que te deixa com pé atrás no primeiro capítulo, mas prova competência no que vem a seguir? Então, essa é uma obra que faz exatamente isso. De certo modo, confesso que eu estava concordando ferrenhamente com a galera do Reddit sobre se a série teria força dentro da Jump atual, mas depois dos capítulos 2 e 3 essa sensação de insegurança diminui significativamente, pois o roteirista soube fazer capítulos que são bem embasados e sustentados no clima de suspense que ronda a série e isso sem entregar demais.
O capítulo dois foi, basicamente, um momento da Emma e do Norman conversando sobre o que era possível fazer para sair do orfanato, e enquanto eles estudam essas possibilidades é necessário que ambos finjam que não viram e não sabem de nada; no fim das contas eles descobrem que a pessoa que eles mais confiavam sabe bem como localiza-los em caso de tentativa de fuga. Que fique claro: tentarei ao máximo não dar spoilers nessa análise, até para não estragar os acontecimentos que tanto surpreende quem lê a obra.
Já no capítulo três temos uma revelação que, sinceramente, (e com o perdão da expressão) fez meu cu cair da bunda e fiquei uns três dias para acha-lo de novo. Simplesmente foi um capítulo no qual a sustentação de roteiro foi comprovada, mesmo que ainda se mantenha a rota secundária em caso de cancelamento, mas aí é questão de esperar para ver como os editores deixarão a série nas TOCs e como se sucederá as vendas do primeiro encadernado.
É válido mencionar que a ideia dos nossos protagonistas serem pequenos prodígios fica mais evidente e verossímil nesses capítulos, prova disso é que impressiona muito a capacidade de dedução do Norman quanto o porquê de eles só poderem sair aos 12 anos. Outro ponto que merece uma atenção é o quão fria e calculista a Madre é, pois ela sabe o destino que as crianças terão quando saírem do orfanato, mas ainda sim o faz por questão de pura sobrevivência dela; assim como tenta manter as rédeas de seu pequeno “rebanho” de órfãos, sempre os vigiando, mas sem deixar de conceder amor aos pequenos.
Cabe menção que a arte do Posuka é excelente para esse tipo de narrativa, em especial nas expressões que nos deixam mais no clima do suspense. Sendo bem honesto, deixo meu pedido de desculpas por dizer que o cara não era tudo isso. Já na parte do roteiro, o Shirai-sensei segue na mescla de elogios que eu já cedi a ele.
O fato é, ao final do terceiro capítulo você fica com aquele misto de curiosidade com apreensão, pois agora é que a história mostrará seu potencial verdadeiro; mais do que isso, é agora que ela nos mostrará se consegue manter o suspense e nossa curiosidade, pois os pequenos possuem um tempo limite para fugirem, sendo que mesmo efetivando a fuga nada garante que eles não morram fora dos portões.
Em todo caso, fica a expectativa pelo que virá na próxima semana. Da minha parte fica a certeza que irei até o final da obra (independentemente de ser um final natural, ou cancelamento).
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