sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Editorial – supere o pré-conceito

Algumas palavras de um editor, na flor da idade, que muito pensa sobre conhecer e diversificar (?) (ou, que subtítulo maluco Paulo Ikari)

Sendo bem franco... não sei como começar esse editorial de um modo normal (Mas pera, você não é normal! ), logo vou começar usando um freetalk bem whataver, pois esse editorial já era para ter saído a meses, porém... atrasou; aí era para ter saído ontem (11/08), maaaaaas... atrasou de novo devido ao meu aniversário (sim, tio Ikari também fica velho). Depois de tantos atrasos e de tanto repensar esse texto de um modo bacana decidi que iria falando e confiando no que está sendo escrito, até porque não pretendo me alongar (muito) nessa ideia.
Vamos lá... do início...
Eu já fiz dois editorais anteriores (leiam ambos clicando aqui e aqui) e, em cada um deles, eu abordava algo diferente. No primeiro, falei sobre voltar ao Dollars, mais precisamente as origens, no segundo eu comentava previsões sobre retorno e sobre como conhecer é necessário, pois nem o céu é o limite para aprendermos (se eu estiver errado me corrijam). Pois bem, se passaram cerca de 4 meses desde esse segundo editorial e hoje vou falar um pouco sobre o pré-conceito e sobre a diversidade (Paulo Ikari, o arauto da diversidade... só que não), mais precisamente vou usar meu pessoal para explicar o que isso mudou para mim e o que isso significa para meu ponto de vista (enfim vocês vão entender a mente louca de Paulo Ikari ♥).
Provavelmente, muitos de vocês que acompanham o blog devem já ter alguma regularidade lendo meus textos ou me ouvindo nos podcasts; creio eu, tal qual muitos devem se perguntar o porquê diabos eu gosto de tanta coisa “ruim” ou porquê eu defendo tantas obras que mais da metade da equipe odeia. Sinceramente, aí é mais uma questão de gosto mesmo, mas posso dizer que muito do que defendo eu já tive certa aversão ou pensamento de que era uma merda (sim, eu já fui uma pessoa que não gostava de tudo), mas isso foi mudando à medida que fui passando a analisar uma série de coisas melhor. Não que isso tenha ocorrido da noite para o dia, pelo contrário, demorou muito até eu entender que nem todas as obras tinham o mesmo ritmo e nem todo autor tinha a mesma cabeça, mas ainda sim fui ampliando meus gostos à medida que fui entendendo isso.
Para elucidar MELHOR toda essa bagunça textual vou dar alguns parâmetros para vossas senhorias: comecei a ver animê com meus 5 anos, comecei no mundo dos mangás aos 8 anos (se contarmos em um geral, tenho tempo de leitura maior, já que comecei a tentar ler com meus 5 anos meus bons e velhos quadrinhos da Disney e da turma da Mônica) com Sakura Card Captor; comecei a ver animê legendado com meus 14 anos e meu primeiro blog veio surgir com meus 15 anos (atualmente tenho 23, ou seja 8 anos nesse ramo de blogueiro da cena underground [sei que não sou do mainstrem ainda]) e o Dollars, como eu já disse antes, veio surgir em idos de 2011 (mais precisamente em dezembro daquele ano), ou seja tenho quase 5 anos no Dollars ~
A história do Dollars todos vocês sabem, assim como os membros que já passaram por aqui, mas talvez ninguém saiba que desde meu primeiro blog (O “Conexão Otaku”, clique aqui e siga para lá) eu sempre tive aquela cabeça de o que vier é lucro, porém a mentalidade era, digamos assim, menos abrangente que hoje. Tipo, se hoje aceito ler Medaka Box, naquela época isso era impensável, porque não era meu “tipo” de obra e era cansativo pensar em ler explicações demais quando se tem Bleach e Reborn para ler. Foi com essa mentalidade que entrei no Dollars, mesmo sendo mureteiro (título que ostento até hoje) eu tinha minhas obras para cristo.
Sorte que o mundo muda e o gosto se expande.
Prova disso é que, hoje em dia leio muita coisa que JAMAIS pensaria em ler anos atrás, consigo gostar de mais coisas diferentes e até undergrounds. Óbvio que tenho meus limites, porém se eu tiver curiosidade, irei conferir. Muitas dessas obras vocês verão ganhando review e afins logo mais por aqui, mas acreditem... o processo até isso ocorrer foi difícil e eu tive que tomar muito na cabeça, tive que me desprender muito da minha zona de conforto para isso e, honestamente, isso não é simples e demora. Mas depois que você consegue, você se diverte.
Mas em resumo... e meio perdido o que quero dizer é: não se apegue a seu gosto, pois tudo na vida muda. Hoje você pode amar Shonen porrada, mas não despreze aquele suspense psicológico ou subestime aquele shoujo agua com açúcar, pois tem muito material bom que você pode encontrar se der uma chance. Eu agradeço imensamente a todos que já passaram pela minha vida ao longo do tempo que tenho blog, assim como agradeço a todos os membros e ex – membros do Dollars, porque é graças a eles que sempre consigo dar um passo adiante e conhecer novos materiais (metade são obras que o povo odeia e eu tento entender o porquê).

Não sei se, de fato, consegui ser claro no que queria dizer (acho que não... mas enfim), mas em todo caso acho que é sempre bom orientar essa superação de não gosto disso ou daquilo, pois surpresas existem em todos os cantos.
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