quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Análise semanal - Boku no Hero Academia #107 ao #112

Aquele pack maroto para animar sua semana

Como já diz o ditado: “quem é vivo sempre aparece”. E depois de muito tempo sumido, estou de volta com a análise de Boku no Hero. Primeiramente peço desculpas pela demora, pois, desde o começo, sabia que algo assim poderia ocorrer em algum momento, mas não imaginei que isso ocorreria nessa altura do campeonato, mas enfim... vamos falar de coisa boa.
Vamos à análise dos capítulos que estão atrasados. Apenas explicando: O #113 não está aqui, pois no momento que escrevia esse texto ele não havia sido lançado.

Capítulos #107, #108, #109, #110, #111 & #112 – “O que Kaminari Denki pensa”, “Rush! ”, “Prática de resgate”, “O exercício de resgate continua”, “O início da fumaça” & “O que vocês estão fazendo?! ”

Vamos direto ao desabafo desse editor-chefe, pois, sendo bem certeiro, não rola deixar acumular capítulos de Boku no Hero. Não dá para ficar acumulando, crente que, na semana seguinte, não teremos nada de relevante, porque o Kohei é um autor que, mesmo com n defeitos, não deixa informações soltas demais e, sempre que possível, dá destaque para todos os seus personagens; ele sabe trabalhar grupo grande e faz isso sem aparentar dificuldade. Logo, é preciso que eu já deixe advertido que, sim, posso esquecer alguns pontos que queria destacar.
Indo do começo. Essa foi uma sequência que começou no confronto da dupla Kaminari & Bakugou contra Shishikura da Shiketsu e teve seu desfecho, até onde eu li, no ápice da segunda prova da licença provisória de herói. A narrativa, em um todo, se manteve atraente e bem fixa, me deixando vidrado e bem interessado no que viria a seguir. Todavia, como sou uma pessoa não muito afobada (acho), vou falando por tópicos.
A luta dos garotos da U.A contra o Shishikura foi o enfoque do capítulo 107; capítulo esse que nos provou, novamente, que o autor está dando devido destaque a cada aluno da classe 1-A. Prova disso é ver que foi a vez do Kaminari brilhar e ter seu momento de evolução, utilizando seu novo equipamento (o que ajuda para caralho, uma vez que ele não podia usar demais sua individualidade sem ficar com o cérebro “em curto”). Fora isso, também foi interessante conhecer, um pouco melhor, a mentalidade do Shishikura, pois isso é citado mais para frente, nos fazendo pensar em quantos heróis ficaram com essa mentalidade a lá Stain. Não que isso seja um cataclismo, porém é algo que deturpa a visão de um herói e o faz seguir uma linha tênue demais.
Um momento bem interessante, também, foi quando o Bakugou e o Deku se encontraram novamente. É ali que percebemos o que já desconfiávamos; é ali que o Bakugou mostra que entendeu sobre a individualidade do Deku. Quando ele diz que agora o poder do Midoriya não é mais “emprestado” fica claro que ele sabe, assim como fica claro que ele entendeu a mensagem do All Migthy após a batalha contra o “All for One”. Cabe relembrar que, foi com aquela mensagem, o bastão foi passado adiante e o legado seguiu para o próximo, possível, símbolo da paz. Sem contar que, esse momento também deixa claro que, nosso esquentadinho nota o Midoriya mais ainda (mas admito que foi engraçado ele fazendo certa “birra” pelo Deku estar vivo ainda).
Nesse pack, temos espaço para outro momento que já estava merecendo destaque, que é a questão do Yoarashi não gostar do Todoroki. O Kohei soube dar atenção a isso e, do seu modo, explicar o porquê dessa hostilidade, nos dando de brinde um momento desafiador e bem desenvolvido, pois esse segundo exercício está sendo um trabalho em tanto. É aqui que ele está mostrando, de uma maneira mais direta, o quanto o fim da era All Mighty causou impactos dentro da própria área de heróis; mostrando que é preciso fortalecer o grupo e não viver no foco individual.
Fora tudo isso, ainda temos tempo de ver uma homenagem a Kochikame (foi uma homenagem aos 40 anos/finalização da obra. Foi algo sutil, mas vale menção). Isso sem contar o momento que, enfim, ele decidiu deixar aquele gancho para uma evolução verdadeira da Uraraka, o que, sinceramente, ela merece. Mas foram coisas demais acontecendo e rumando para um fim de prova bem interessante, até pela capacidade que o autor está mostrando na narrativa. Acho que posso dizer que o único jeito dele cagar tudo é ele colocar vilões atacando o centro de treinamento, mas sei que ele, por hora, não vai fazer isso, porque estamos no auge de um arco e o próximo pode ser, enfim, a concretização de legado. Entretanto, posso estar errado e ele se auto sabotar.

Enfim, agora nos resta esperar os próximos capítulos para ver a conclusão desse arco e dessas batalhas, no mais... espero que todos estejam curtindo esse momento mais “zen” da obra (em especial se compararmos com o arco anterior). Até a próxima semana.
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