quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Análise Semanal - Yakusoku no Neverland #05 ao #07

O cerco está fechando

Fala galera! Sentiram minha falta? Espero que sim (ou que não, vai que, né); em todo caso depois de MUITO TEMPO sumido, cá estou eu de volta com minha análise semanal (que nesse caso ficou bem acumulada). Todavia, antes de prosseguirmos quero apenas comentar que estou feliz com o primeiro ranking oficial da série, pois, honestamente, achei que ela ficaria no B5 e, ainda assim, ela ficou numa posição bem confortável. Espero que se mantenha assim, em especial quando sabemos que a obra só melhora.
Enfim, sem mais delongas, vamos à análise dos capítulos de Yakusoku no Neverland. Lembrando que, a partir de semana que vem pretendo normalizar as análises.

Capítulo 05, 06 & 07 – “Ela nos pegou”, “Carol e Krone” & “Nós estamos contando com você”

Sendo bem honesto, só para começarmos bem: esse é um mangá que, a cada capítulo, te surpreende de uma maneira muito positiva e muito disso se deve a competência do roteirista, pois elaborar uma trama que sempre pode dar um novo toque surpresa não é fácil, e ele está conseguindo isso com certa maestria; mas indo para o capítulo, que é o que importa.
Temos aqui, uma leva de informações que, primeiramente, ainda estou digerindo. Sério, antes de começar a redigir essa análise fiquei pensando como seria a melhor forma de consumir (leia-se ler) essa série e, depois dessa mini sequência, decidi por ler semanalmente sem ficar acumulando, porque são 1001 acontecimentos que te deixam perplexo demais para querer pensar em outra coisa pelas próximas horas. Essa é uma obra que te faz bolar várias teorias de como tudo poderá se resolver e, ao mesmo tempo, te faz pensar em como ele vai responder todas as dúvidas que nos dá.
No capítulo 5, começamos em um ritmo ameno; para aproveitar o final do capítulo anterior. Nisso vemos um pouco melhor o quanto a informação naquele local é escassa, em especial se considerarmos que a série se passa em 2060 e o material mais recente que eles possuem é de 2015. Fora isso, ainda temos o fator que, se eles pretendem fugir, é necessário que eles conheçam o terreno/mundo atual; pois, do contrário, seria como jogar as cegas. O que eles não contavam é com a Mama pedindo para que eles e os outros mais velhos ajudassem nas tarefas da casa, até o momento que chegasse uma nova adulta na casa e, com ela, uma nova criança para substituir aquela que “se foi” no primeiro capítulo.
O capítulo seguinte se foca em nos fazer entender a situação deles agora que temos dois adultos e, no meio de tudo isso descobrimos que a mama já tem ciência que descobriram o esquema, assim como suspeita dos alunos, por isso chamou Krone, para que ela lhe auxilie no orfanato/gado. Mal sabe ela que, nossa querida assistente deseja roubar seu lugar agora que sabe desse “pequeno” detalhe; o que nos deixa no capítulo 7, onde tudo gira em torno dessa corrida de gato e rato que vai se estreitando e o nosso trio precisa descobrir onde fica o transmissor para no fim a Emma descobrir onde fica e, para completar, termos a revelação que a próxima colheita está chegando. Tudo isso, só para nos deixar naquela curiosidade de quantos plot twist a história dá em questão de capítulos, mas como diria Jack, o estripador, vamos por partes.
Primeiramente (fora Temer) devo admitir que, SIM, esses capítulos me fizeram ficar com o coração na mão por essas crianças, pois, a cada capítulo que passa, maior é a sensação que todo esse suspense é um imenso jogo de tabuleiro que sempre terá uma reviravolta à espreita. Norman, Ray e Emma já sentiam o cheiro de vitória e foram surpreendidos pela nova moradora do orfanato, mais do que a surpresa da ajudante da mama, ver a pequena Carol ajudou eles a desvendarem o mistério do transmissor. Agora eles já possuem a faca e o queijo na mão, falta apenas o momento mais propenso para agir, porém esse tempo pode não existir, já que há um jogo de interesse por parte da Krone (que é a nova ajudante). Ela quer passar a perna na mama, mas ao mesmo tempo quer ajuda-la para que esta fique com uma dívida de gratidão com ela, em especial uma vez que ela sabe que a Isabela (nome verdadeiro da mama) é a pessoa mais jovem a virar mama do orfanato.
Outro dos pontos que merecem destaque nessa sequência de capítulos é a capacidade do Shirai em ser dinâmico nas suas sequências de narrativa. Ele consegue, cada vez mais, provar que a obra pode sim se firmar como algo válido dentro da Jump, mais do que isso; ele consegue me fazer acreditar que a obra pode ter vida longa na revista e, com isso, abrir espaço para séries no mesmo estilo narrativo. Com esse ritmo a série pode ir longe, mas tudo vai depender se a receptividade seguirá no rumo desse primeiro ranking e se as vendas vão corresponder ao esperado.
A arte do Posuka-sensei segue naquele ritmo que não me impressiona muito, em especial dado a divulgação que todos fizeram sobre ele. Continuo a acha-lo um desenhista ok e que consegue desenhar o suficiente para contar uma boa história, nada mais que isso, mas posso ser surpreendido com o traço mais para frente, assim como no encadernado ele pode melhorar essa arte corrida (vale lembrar que traços bons tendem a cair um pouco de qualidade devido ao ritmo de publicação). Em todo caso, essa arte, perto de muitas, ainda é bem-feita e bonita, para um novato.

No mais, ao final do capítulo 07, ficamos com uma deixa imensa para várias possibilidades, pois vemos que há alguém com uma hierarquia maior que a Isabela e que responde diretamente aos demônios. Agora é aguardar o próximo capítulo para ver o quanto os nossos autores desenvolverão esse arco.
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