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domingo, 25 de setembro de 2016

Review - Digimon Adventure Tri. (Ketsui)

“É preciso conhecer a escuridão e ir além”

Sendo a pessoa mais honesta do mundo, devo admitir logo nas primeiras linhas desse texto que sou o redator/editor mais lerdo do mundo. Ponto. Não que isso venha ao caso na pauta de hoje, porém é preciso que eu diga isso e explique; pois bem, vamos lá: Devo confessar que esse OVA já estava baixado no meu HD externo desde que saiu, porém eu não consegui assisti-lo antes por inúmeros motivos (desde eu não querer assistir a continuação de algo que comecei assistindo com minha ex, até o fato da vida corrida pacas... é foda ser adulto).
No fim, eis que na sexta que passou saiu o terceiro OVA e, após ver algumas imagens, decidi baixa-lo, tomar vergonha na cara e assistir esse que estava já empoeirando no meu HD (é preciso tomar vergonha, seguir adiante até nas coisas que achamos que doerá). E após 1h30min passei a me perguntar o porquê de eu não ter assistido esse OVA antes.
OBS: Irei manter os nomes como são no Brasil por maior identificação. Espero que compreendam

Considerações Iniciais (Ou explicações que você já sabe!)

Digimon Adventure Tri: Ketsui (determinação) saiu, no território nipônico, em 12 de março de 2016 e contou com a mesma equipe de produção de seu antecessor; possuindo, também, suas 1h36 min; que compila 4 episódios como um filme. Inicialmente exibido nos cinemas japoneses, o OVA foi lançado em DVD e Blu-ray por lá; já por nosso território, ele foi disponibilizado pela Crunchyroll no mesmo dia que teve sua exibição nos cinemas do Japão.

Ketsui: Determinação (Ou, como superar a escuridão nos faz crescer)

Primeiramente, esse segundo OVA é tão acertado quanto o primeiro. Mais do que isso, ele funciona de modo tão orgânico, tal qual seu antecessor e faz, mais ainda, que você aceite que aqueles personagens cresceram e estão tendo problemas de um cotidiano adulto, mesmo que ainda precisem carregar o fardo de serem as crianças escolhidas. É algo que fluiu bem no primeiro; ali conseguiu ser construída uma base que esse filme desenvolve, mais do que isso, ele amadurece ideias, as torna mais reais, mesmo que ainda não nos entregue tantas respostas assim.
Nesse filme temos como foco, em especial, Joe e Mimi. Aqui vemos um pouco mais sobre as personas de ambos, mais precisamente sobre como o Joe se distancia de todos, enquanto a Mimi apenas se mantém a mesma de sempre (o que não é algo bom, diga-se de passagem; apesar do enfoque do filme ser, em especial os dois, também temos espaço para conhecermos um pouco mais da Meiko (bem pouco mesmo) e um tempo para vermos que o Tai e o Matt continuam no desentendimento devido ao ocorrido no primeiro OVA. Fora tudo isso, ainda conseguimos descobrir a ponta do iceberg sobre o vírus que assola do digimundo, assim como tivemos a presença do Ken nesse episódio.
Além de tudo isso, também devo admitir que todo mistério aqui apenas segue sem nos dar tanta resposta assim, na realidade... não temos nenhuma resposta que, realmente, seja útil. Apenas ficamos com aquelas possibilidades minguadas e tudo fica relegado a ser respondido nos próximos filmes. Cabe a menção, que é válida, a mensagem que o Izzy recebeu (a mensagem é o subtítulo desse texto), pois ela, por si só, deixa bem claro que é preciso que os digiescolhidos superem suas próprias escuridões se quiserem ir além do que já conseguem. É preciso que eles superem a si mesmo para então atingirem um novo patamar, mas eles ainda são jovens e inseguros e, aqui, isso é bem retratado com um Joe que não consegue ser tão bom quanto o esperado dele nos estudos e mesmo assim se dedica a isso com todo o empenho possível, chegando até a se afastar do seu parceiro Digimon, mais do que isso, chegando até a questionar o porquê de ele ter sido um dos escolhidos. Por outro lado, também temos isso na persona da Mimi, que é apenas ela mesma, impulsiva, esbanjando a jovialidade e o egoísmo da juventude e isso, por muitos momentos acaba trazendo problemas maiores que o esperado, como durante a batalha contra o Ogremon, que ela quis mostrar que os digimons também podem ser bons e acabou por derrubar um helicóptero da televisão. Vale também a ressalva, esse filme também deixa mais evidente que a sociedade vê os digimons como uma ameaça em potencial, mais do que isso os veem como inimigos e, como todos sabemos, inimigos precisam sumir e nesse caso temos o setor que cuida de problemas digitais, do qual a Himekawa faz parte, criando armas que possam ser usadas contra perigos menores, o quanto isso será aprofundado, só os próximos filmes dirão.
No mais creio que posso dizer que o mérito, de um modo geral, é total do roteirista, pois ele criou um episódio que dosa bem os momentos de seriedade com os momentos divertido. Até porque, não tem como não rir muito com o Leomon tendo ataques de fofura ou não sentir aquela sensação nostálgica ao ver o Gomamon e a Palmon evoluindo até suas formas mega (enquanto Brave Heart toca ao fundo). Sério, tudo aqui parece pensado por alguém que conhece bem a fórmula de chamar o novo público sem afastar o velho, pois está tudo acertado no tom.

Considerações finais (Arrependimento mata, sério)

Após terminar esse OVA tudo que posso dizer é: se há alguém que ainda não assistiu, assista! Não porque eu estou falando, mas sim porque o material se provou melhor ainda em seu desenvolvimento. Se o primeiro foi excelente, esse segundo não perdeu em nada, apenas acrescentou e fez a história ficar mais interessante e instigante; você passa a querer mais e fica ansioso pelo seguinte.

Mais do que isso, assistir esse OVA meses depois que ele saiu me fez ficar ressentido por ter me segurado tanto para assisti-lo e escrever sobre ele, mais do que a sensação de atraso, fiquei com a sensação que quase perdi uma sequência que acrescenta, muito, a seu antecessor por motivos da vida adulta. No final fico com a lição pessoal de que não vale perder para minha escuridão ou para as dores passadas, pois só quando ela é superada é que vemos o melhor do que há adiante.
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