sábado, 24 de setembro de 2016

Review: Saint Seiya - Os Guerreiros do Armagedon

“É o malvado Lúcifer em pessoa! ”

Como diz o dito popular: “Quem é vivo, sempre aparece”, e depois de muito tempo sumido, eis que retorno com essa série de reviews que muitos podem pensar que abandonei; porém sou brasileiro e não desisto nunca, em especial quando é para quebrar essas maldições safadas (fruto da minha preguiça que, após um tempo, me gera desinteresse).
Enfim, sem mais delongas, vamos falar sobre o 4º Filme de Saint Seiya. Vamos falar sobre a batalha final, dos diálogos clichês.

Enredo (by Wikipédia):

Lúcifer era um dos anjos mais poderosos, dotado de beleza e intelecto pelo Deus Onipresente, mas tentou ser superior a Deus e acabou sendo derrotado pelo Arcanjo Miguel (representado por Atena na mitologia grega).Após derrotarem os deuses Poseidon, Éris e Abel, Atena e seus cavaleiros acreditaram que finalmente haveria paz sobre a Terra. Ledo engano, pois quando as almas dos três deuses se juntaram no inferno, Lúcifer foi despertado.Durante a noite, os "Anjos da Morte", subordinados de Lúcifer, atacam os Cavaleiros de Ouro no Santuário e Lúcifer invade o templo de Atena, impiedosamente degolando a estátua da deusa, que significa a paz sobre a Terra.A partir daí começam uma série de desastres naturais, todas orquestradas pelos três deuses malévolos ressuscitados pelo Senhor dos Demônios: Poseidon devasta cidades litorâneas inteiras com seus maremotos gigantes, Abel desperta todos os vulcões para dissolver o mundo em lagos de fogo e cinzas, e Éris cria pestes mortais para dizimar todos os seres vivos existentes.Mais tarde, Atena percebe que o ocorrido só poderia ter sido feito por alguém terrivelmente maligno. Nessa hora Lúcifer em pessoa aparece com seus subordinados, os quatro Anjos da Morte, e diz que chorar não adiantará nada. Seiya, Shun e Hyoga decidem lutar, mas são facilmente derrotados, pois estavam sem suas armaduras. Lúcifer vai embora e diz que estará esperando por Atena no Pandemônio.

Considerações técnicas:

“Os Cavaleiros do Zodíaco – Os guerreiros do Armaggedon”, ou “Saint Seiya Saishu Seisen No Senshi Tachi” é o quarto filme da franquia dos defensores de Athena. O filme saiu, diretamente para VHS, em 18 de março de 1989; tendo sua primeira exibição antes do final da série animada. Originalmente esse filme seria o final definitivo da série, que teve seu final em 1989, mas como todos sabemos anos depois veio a saga de Hades e esse virou mais uma das aventuras para home vídeo, sem muita ligação com a cronologia do animê.
A equipe de produção ficou da seguinte forma: Masayuki Akehi assumiu a direção no lugar de Shigeyasu Yamauchi, criando um filme menos voltado para a mitologia, que sempre foi base da série, e dando um vilão mais base cristã; o que, como todos sabem, gerou uma polêmica na época. Fora o diretor toda equipe permanece inalterada; dando, novamente, destaque para Seiji Yokoyama que conseguiu criar músicas no tom sombrio do filme, fazendo algo tão bem feito que garantiu a repetição de algumas músicas na saga de Hades, quando a animação saiu.
No Brasil esse filme seguiu o padrão dos três, sendo lançado em VHS pela Flashstar na época do boom da série, e posteriormente saindo em DVD pela Playarte. Cabe também menção que, assim como os outros ele teve redublagem.

Sobre o filme:

Creio que, para ser justo, devo começar essa parte dizendo que criar um final SEM TER EXIBIDO O FINAL DO ANIMÊ foi uma tremenda ideia de jerico; pois uma vez que não tínhamos o final animado, ter um certo deus aparecendo ali foi, meio que, um spoiler para a galera (antes que perguntem: provavelmente nem no mangá havia ocorrido a batalha final contra Poseidon, logo todos que viram o especial foram pegos de surpresa). Mas fora esse pequeno “problema”, todo resto é variável.
Mas vamos, com calma e por partes para ficar tudo mais lindo e garboso...
Esse filme é, de longe, o mais diferente de toda filmografia da série e muito disso se deve ao fator cristianismo. Não que tenha sido algo ruim, mas parece deslocado de toda série, fica aquela sensação de “estamos sem ideias para filmes vamos colocar uma luta contra o demônio? ” e isso, a princípio, parece empolgante demais, tudo muito lindo, tudo muito alegre e hypado, mas não é assim que a banda toca, em especial quando vemos um filme de 45 minutos para contar isso. Fora isso, a mudança de teor ainda gerou a famosa cena da bíblia que foi censurada em alguns países e deu um auê tremendo.
Mas vamos falar dos personagens que, aqui, também são problemáticos; a começar pelo Lúcifer, que é um vilão como todos os outros de Saint Seiya, porém aqui não busca apenas dominar o mundo, mas também vingança contra os anos de sofrimento e derrota (tem um momento introdutório na história sobre isso; meio boring, mas enfim...) e para isso ele conta com os poderes dos deuses que morrerão em batalhas anteriores: Abel, Poseidon e Éris (aquela menção a “morte do Poseidon não foi apenas spoiler, como foi uma gafe). Fora os deuses que lhe cedem “energia” temos também os vassalos dele, que são os anjos da morte e são oh... uns bostas. Só Belzebu que se salva e nos dá uma luta ok, dentro do que se permite a duração do filme.
Fora isso eu preciso, como dever cívico, dizer que os diálogos em português são sofríveis em N momentos. Não pela dublagem (que é ótima em ambas versões), mas sim pelos textos, que são risíveis em vários momentos. É um show de discursos que você para, olha bem e se pergunta o porquê daquilo. Sei que não é culpa de quem adaptou (talvez seja, vai saber), mas esse especial poderia ter sido um pouco menos cômico se esses discursos não existissem.

Considerações finais:

Com diálogos genéricos, vilões que não chamam tanta atenção assim e um roteiro rápido, posso dizer, com pesar, que esse filme é bem aquém. Não que seja uma decepção ou o pior filme da série (A grande Batalha dos deuses pega esse título), mas ainda assim não é esse o filme, nesse quesito os dois últimos (Prólogo do Céu e Lenda do Santuário) se saem muito melhores e com maior acerto na mão, não por serem filmes grandiosos, mas sim por cumprirem o que se propuseram, já esse tenta ser um final, sem cara de final com um enredo que só vale por alguns poucos momentos.

Esse, sem dúvidas, é um filme que eu recomendo mais para risadas e aqueles momentos de desocupação; caso você ainda seja apegado à memória afetiva desse filme, fuja porque você vai se decepcionar. (Apenas lembrando que o Dollars, em sua versão 1.0, teve um cast sobre esse filme [ o 24º]; se eu achar ele nos meus arquivos, upo para vocês).
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