quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Editorial - Precisamos conversar sobre riscos de jogos com amigos (babacas) feat. PedaSilva

“(...) And please just save me, if you can (...)”

- Save me, Shinedown

Vamos lá. Antes de começarmos quero apenas deixar alguns fatos meio esclarecidos: 1º eu não gosto do jogo em questão; 2º eu não pretendo pregar moralidade e o que está certo ou errado no jargão de jogos incentivam a violência; 3º, e mais importante, se você é alguém que se ofende fácil, não leia esse texto. Na minha humilde opinião, ele não será para você; logo, vamos nos poupar e manter uma boa convivência.
Também quero avisar, logo no início, que esse texto ficou meio que uma collab minha com o PedaSilva. Os textos estarão em parágrafos com nossos nomes, mas desde já quero deixar meu agradecimento a ele que se dispôs.

 Paulo Ikari


Enfim, vamos ao tópico (até porque estou atrasado uns dois dias para escrever isso). Na segunda feira, dia 17 desse mês, o G1 publicou uma notícia (clica aqui para você ler) informando que um garoto de 13 anos morreu após uma partida de um jogo online; o jogo em questão é o famoso League of Legends. Talvez nem seja preciso dizer que, muitos, já começaram a falar o que acreditam ser o certo, mas o negócio não é bem preto no branco e, todo problema foi ocasionado não pelo jogo em si, mas sim pela galera bad vibe com quem nosso amiguinho jogava.
A galera curtia fazer aposta envolvendo um “jogo de sufocamento”. E isso, por si só, já é deveras imbecil, mas mesmo assim eles foram brincar assim, o garoto se enforcou e morreu. Tudo por causa de uma aposta em um MOBA que tem como função divertir (eu discordo para caralho disso, mas vamos deixar o pessoal de lado nesse editorial). Em todo caso, aqui entra o foco da minha parte nesse editorial: O problema em geral, não é o jogo e sim QUEM JOGA!
Claro que não estou falando de você que entra no jogo, se distrai e depois VIVE. Eu estou falando daquela galera que vive querendo elevar a “diversão” de jogar e cria apostas imbecis como essa. Pessoas que, por inúmeros fatores (que não cabe a mim julgar) são da vibe errada e, por consequência, tentam contaminar todo mundo com isso. Não estou sendo defensor da moral e dos bons costumes aqui e, muito menos, dizendo que apostar não é algo divertido, todavia é preciso entender que TUDO TEM LIMITES!
E não digo isso só com apostas em MOBA ou MMORPG, digo isso com apostas em geral. Pois sempre terá um babaca para apostar de modo que atente contra vida dos outros e, entendam, esse tipo de gente NUNCA SERÁ O TIPO DE AMIGO QUE VAI TE LEVAR LONGE. Essa é a pessoa que age assim, em casos, por simples maldade e apenas para abaixar, mais ainda, o ânimo de quem, muitas vezes, passa por vários perrengues e tenta mostrar um mundo de “aventuras”, com desafios altos... e isso acabará mal.
Mas voltando ao foco (estou fugindo dele por motivos de sermão): O problema aqui não está no jogo League of Legends, assim como não está na violência que os jogos possuem. Ele está na galera errada que decide jogar e passar seus pensamentos errados para quem, em n casos, não está muito bem.
É esse tipo de coisa que precisa ser notada. Não que seja culpa dos pais, longe disso, mas é preciso uma atenção maior e envolvimento maior na vida do seu filho. Mesmo que você não concorde com inúmeros fatores do que ele assiste ou joga, isso ajuda em momentos que é preciso dialogo e facilita, muito, a aproximação (o que em tempos que todos ficamos presos nos smartphones e afins é excelente).

No fim, quero apenas deixar claro que, independente do que você sente pelo jogo não saia falando que a culpa é dele, pois tem uma imensa galera que joga pela diversão, que joga para aproveitar o tempo ocioso e mesmo assim tem suas vidas, tem uma vibe ótima. É preciso ficar de olho, nessa galera da vibe errada, pois esses cânceres humanos não estão apenas no LOL, estão proliferados em vários lugares e agindo de modo imprudente.

PedaSilva


Até onde vai o bom senso?

Bom, não sei se o Paulo já deixou claro do que se trata o editorial, nem se ele deixou link para a notícia, mas caso não o tenha feito, aqui está (N.E: Já deixei linkado para os que ainda não leram)
Bom, vamos ao que interessa. O jogo, o que houve e porquê houve.
Não é, e muito menos não será a última vez que a mídia colocará violência (seja ela própria ou partindo do outro seja física ou virtual) e jogos na mesma notícia. Mas o certo é que há sim uma distorção do que é verdade e do que é sensacionalismo. É preciso separar bem essas duas vertentes. E nós, jovens em maioria maciça, sendo o público alvo deste humilde site que ainda busca seu lugar ao sol temos ainda bem latente em nossa mente. A lucidez. Nós é quem devemos ser os maiores expoentes para que essas tais fatalidades não venham a acontecer. Não acho jogos online violentos, (pessoalmente acho eles apenas sem graça, prefiro os que tem história fechada e não são onlines) nem vou tentar impedir alguém de jogar. Quer jogar? Jogue! Mas lhe peço uma coisa: coloque sua mão na consciência da mesma forma que você coloca a mão em seu mouse quando ver e perceber essas situações. Converse com a "vítima" e com quem tenta fazer isso. Vale a pena mesmo arriscar uma vida por uma derrota? Saiba que se a "punição" sair fora do planejado, a maior derrota será a sua, pois você acaba por contribuir para mais uma vida perdida no mundo.
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