quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Review - Digimon Adventure Tri. (Kokuhaku)

As respostas estão onde menos esperamos

Costumo ser uma pessoa que, a cada review, costuma dar um toque todo especial e único ao que escrevo. Dessa vez não seria diferente, e no começo desse texto, quero deixar registrado que levei dias até realmente começar a escrever sobre esse filme/especial/OVA, pois não sabia exatamente o que falar sobre ele. Me sentia em um misto de nostalgia com empolgação e isso estava bloqueando minhas ideias de escrita; acabei por procrastinar esse texto, mas ao menos sei o rumo que quero dele. Assim como sei o que quero passar para vocês sobre esse OVA.
Adianto desde já que esse texto poderá conter spoilers. Então, caso você não tenha assistido esse OVA ainda... ASSISTA E, DEPOIS, VOLTE AQUI; do contrário vamos embora falar sobre essa confissão e sobre os rumos que os produtores resolveram dar para série.

Considerações Iniciais

Logo de cara creio que, vale a menção de um fato já antigo. Wada Kouji morreu em abril desse ano e a última regravação dele foi Seven (que estou ouvindo para redigir esse começo). Por isso a música de encerramento para esse filme/ova é cantada pela banda do Matt, a Knife of Day (o nome da música é “Boku ni Totte”). Essa é uma canção que, particularmente, eu curti; combinou bem com o clima desses episódios.
Outro ponto que merece um destaque, por destoar, é a duração desse OVA que foi de 107 min., diferente dos habituais 75 min dos dois primeiros; essa mudança de tempo deu um tempo melhor para desenvolvimento do roteiro e, segundo o que consta no Wikipédia (que pode estar errado), o próximo OVA (“Soushitsu”) terá a mesma duração. Fora isso, tudo permanece igual na produção.

Kokuhaku: Confissão

Vou começar aqui admitindo outro ponto: esse OVA acabou me emocionando, muito, em vários momentos. Não que seja O MELHOR até agora, mas é o mais emocionante e com mais respostas até aqui e isso, por si já é um avanço, em todos os aspectos. Finalmente temos outra mega digievolução e temos um norteio para supor o que virá a seguir.
Esse é o OVA que começa evidenciando o que já poderíamos desconfiar, que é o fato dos digimons principais correrem o risco de se infectar e caso isso ocorresse o que seria feito. Abordar isso, foge um pouco do local comum que até então nos era apresentado, saindo da safte zone que a série sempre tinha de “os digimons principais não corriam tantos riscos assim”. A cena que vemos o Patamon como primeiro infectado já nos dá um pensamento de como isso pode acabar (na realidade, o trailer já deixava bem claro que íamos chorar até o final). Depois disso, descobrimos que logo o digimundo seria rebotado para corrigir o problema e aí veio a parte do emotivo mais forte, pois é aí que caí a ficha de todos que quando o reboot ocorrer, eles perderão as memórias de seus parceiros, aí o OVA se foca em dar um momento para todos eles com seus amigos escolhidos.
Claro que estou falando de um modo meio enrolado e até bagunçado, mas, quem lê meus textos com regularidade, já sabe que não costumo ir de modo linear demais. Enfim, vamos seguindo...
Um dos vários acertos é, enfim, eles terem confirmado que a turma do Davis está sumida desde aquele confronto bem no começo do primeiro OVA. Isso apenas deixa a dúvida do quê, exatamente, ocorreu com eles, pois sabemos que eles perderam para um Digimon misterioso (que pode ser da realeza do digimundo ou um infectado), fora isso só temos um vácuo escuro. Mas ainda assim é bom ver que nossa equipe não esqueceu dos fatos jogados no primeiro especial e isso é provado em vários outros momentos, pois eles mostraram, ao longo dos anteriores, que abraçam a cronologia em um todo (vide a cena no 2º OVA que eles comentam que onde a avó do Matt mora não tem computador; uma referência clara ao filme do Diaboromon). Esse é um ponto bem positivo, pois mostra que todos ali estão empenhados em abraçar o passado para tornar o futuro cada vez mais promissor.
E por falar em futuro promissor, essa vibe de digievoluir os digimons a nível mega é algo que vale cada momento dos filmes. Vale a empolgação, vale por vermos até onde nossos personagens amadurecem, pois aqui o foco vira o Izzy e o TK, mas quem rouba todo foco no arco final é o Izzy e o Tentomon. A cena que ele mega digivolve é deveras significativa. É um momento que mostra a superação de um limite. Não que esse seja um confronto empolgante; o contra o Imperialdramon foi mais, porém aqui é uma essência muito família, pois todos estavam infectados. Aqui nós e eles já tínhamos ciência do reboot, que a fonte de tudo é a meicomon e todos os digimons, com exceção do HerculesKabuterimon, estavam com a infecção atacada. Logo a ênfase aqui é mais emocional que empolgante. Me arrisco a dizer que aqui é o golpe baixo, não o primeiro dessa leva, mas o final. Antes do Recomeço.
Sobre esse recomeçar: só tenho expectativas. Pouco dele é explorado. Apenas um certo Jessmon, um reencontro com os digimons sem memórias, porém com algumas vagas ideias (a cena do apito). Fora esse ponto, é bacana ver como eles decidem voltar ao digimundo; notar que eles sabem que logo serão adultos e todas essas aventuras serão histórias. Eles querem, e devem aproveitar a oportunidade de ir novamente ao lugar onde tudo se iniciou no verão longínquo. E agora a aventura irá recomeçar, mas com isso teremos inúmeras possibilidades, em especial quando temos uma Meicomon não rebotada. Porém agora teremos que esperar a “perda” que fevereiro de 2017 nos trará. E com ela, teremos mais uma mega evolução.
Quero apenas, antes de finalizar, salientar que se a história seguir os rumos que penso que pode ir será difícil fazer o final idêntico ao epílogo do Adventure 02, mas esperança é a última que morre, sem contar que, até o presente OVA, não estou sendo decepcionado em nada. Logo, vamos confiar no que a produção nos reserva.
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