domingo, 20 de novembro de 2016

Análise semanal - Hinomaru Zumou #81

Ataque sem hesitar!

Fala galera! Eis que depois de muito tempo sumido, cá estou, de volta com a análise desse, que é um mangá bastante diferente; isso particularmente falando. Antes de prosseguirmos quero apenas lembrar que: 1º essa é uma obra que demora muito para sair traduzida, logo é provável que eu mude o nome da coluna nesse caso; 2º logo mais deve sair o “eu recomendo” da série. Sei que está demorando, mas trabalho e a vida corrida consumiu muito do meu tempo; desculpe pela demora e pelo transtorno.
Sem mais delongas, vamos ao capítulo.

Capítulo #81 – Um verme


Bem, antes de analisar o capítulo quero, como já fiz em outra análise (uma de Bleach), deixar claro que esse título faz jus ao capítulo em um todo. Mais do que isso, esse capítulo, no geral, é a perfeita analogia sobre superar as barreiras que nós mesmos nos impomos.
Eu já havia comentado, também, que esse seria um arco voltado para o treinamento e que esperava, com ansiedade, um crescimento dos protagonistas. Nisso o Kawada, já colocou o Tenma como obstáculo no começo; nos deixando com aquela pulga atrás da orelha, pois afinal: como o Hinomaru evoluirá? Pois, durante o confronto com o novo adversário, ele teve a sensação que perderia e evitou usar seu novo golpe; deixando assim em aberto se havia algo a mais para se fazer. Esse capítulo sana essa dúvida, pois temos um Onimaru jogado aos leões, em um local onde o ego domina e o que sempre contará é o seu Rankeamento dentro do Dohyo.
É nesse ambiente que, primeiramente, temos alguns momentos interessantes. Primeiramente por parte da Manager da equipe de sumô (não lembro o nome dela), que deixa bem claro para a Reina que, apesar de ter entrado no clube sem saber muito, está se empenhando para aprender cada vez mais sobre o esporte para ser útil ao time. Isso é interessante, pois assim fica faltando apenas a irmã do Yuki ter uma evolução decente (o que aposto ocorrer logo) para termos uma equipe bem estruturada.
Em segundo lugar por parte do próprio Hinomaru, que esperava ser tratado razoavelmente bem e foi extremamente hostilizado pelos Sekitoris. Ali ele conseguiu ver melhor como funciona no mundo profissional do esporte, mais do que isso, ali ele aprendeu que, se você não tem rank, você é apenas um verme. Um lixo sem qualquer motivo para ser respeitado. E é no meio desse ambiente hostil e com pessoas de egos inflados que ele percebe o que lhe faltava para avançar rumo ao próximo estágio.
A princípio, devo dizer que a luta contra o 8º no ranking dos Sekitoris foi bem pensada por dois motivos: 1º ajudou nosso protagonista a entender que ele não havia fracassado e que, dentro do Dohyo, não existe nada calculado. É preciso correr riscos e apostar tudo; 2º deu a quem lê uma noção de como é o ego de alguém que está por cima dentro do esporte. Esse foi um momento que o autor acertou em cheio, mais do que isso; esse capítulo inteiro foi um acerto, como eu disse lá em cima.
O ponto chave do capítulo foi, justamente, ele mostrando que superou o medo de apostar tudo no campo de batalha. Não temer a morte é o principal nesse esporte que se baseia no tríplice: Espírito, corpo e técnica; só isso já deixa claro que essa sensação de medo do Onimaru não condiz com a conduta pedida pelo esporte, mas como aqui é um Shonen esportivo era o que se esperava.

Ao final do capítulo temos uma superação e aquela sensação de o quão mais o Kawada pode nos surpreender, pois, pelo que fica entendido, os outros irão treinar com os sekitoris. E isso, honestamente, é bem empolgante e me deixa com muitas expectativas para o que ele tem planejado.
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