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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Review: Os cavaleiros do Zodíaco - Saintia Shô volume #01

As Saintias chegam ao vasto território tupiniquim


Como todos devem saber, nesse ano a franquia Saint Seiya completa 30 anos e, para comemorar, aqui no Brasil, mesmo, tivemos o retorno da série clássica na tevê aberta, em horário nobre; o mangá clássico em versão Kanzenbam; o artbook da série The Lost Canvas e o mangá que é alvo de resenha hoje. Então, sem maiores delongas, vamos ao foco desse review, vamos falar sobre Saintia Shô, um dos últimos spin-offs que saíram na terra do Sol nascente e mais recente obra a aportar em nosso país pela JBC.
Por isso, se acomodem, elevem seus cosmos e vamos derrotar o mal mais uma vez!

Sinopse (Via JBC*):

“Conheça a história cativante das Saintias, a ordem dos Defensores de Athena apresentada nesta nova aventura do universo dos Cavaleiros do Zodíaco! O palco da história é a noite anterior à Guerra Galáctica. Saori finalmente decide aceitar o seu destino em ser a Deusa Athena e lutar contra o mal que tenta se apoderar do mundo.Aproveitando-se da distração causada pelo início do torneio, Éris, a Deusa da Discórdia, pretende invadir o Santuário. Mas a divindade maligna não contava com as Saintias, uma tropa de elite formada apenas por mulheres que servem diretamente Athena! ”

Considerações gerais:

Escrito e ilustrado por Kuroi Chimaki, com supervisão de Masami Kurumada (não me apedrejem por erros, o MAL põe o Kurumada como roteirista, mas, até onde eu saiba, quem cuida do roteiro é a Chimaki, uma vez que o Kurumada está ocupado com Next Dimension e com o Hero of Heroes); Saint Seiya: Saintia Shô começou a ser serializado em 19 de agosto de 2013 na Champion Red, da Akita Shoten; contando, até o presente momento, com 9 volumes encadernados e um animê, recém anunciado, para o ano que vem.
Aqui no Brasil, a obra começou a ser publicada em outubro pela JBC e o segundo volume tem previsão para chegar nas bancas em janeiro (isso segundo eles, mas já dá para adquirir o volume nas comic shop e livrarias). Desde já quero deixar claro que li, via scans, até o volume 4, mas vou me ater na análise e focar só no volume 1 que foi o único que tive tempo para ler na versão BR.
Primeiramente quero deixar bem frisado que esse é o spin-off que mais bebe da fonte chamada série clássica, sem, porém, adentrar muito na mesma. É um mangá que prioriza as referências ao original, evitando tomar liberdades demais, sem mexer no que não deve e mesmo assim sendo divertido. Claro que, há muitos fãs que não gostam da série e até acham ridículo uma obra da franquia que tenha mulheres como protagonistas, mas esse foi um dos acertos mais bacanas da série (explicarei melhor adiante; e, sim, tem fãs que reclamam de o fato das moças serem as protagonistas).
E por falar nas protagonistas; posso dizer, sem medo, que elas nos são apresentadas de um modo bem efetivo. Temos a Shoko que é uma protagonista bem estilo Cavaleiros, mais do que isso, bem estilo Kurumada, pois ela é sangue quente, determinada e segue seus ideais de modo bem impulsivo. Ela é a alma da série, de um modo geral, e toda sua motivação ao longo do primeiro volume é que rende o tom da narrativa; sendo bem franco, gosto do estilo de protagonista que é a Shoko. Outro ponto digno de nota é quanto ao fator protagonista que é o vilão, porque inicialmente era para ela hospedar a Éris. Ok que virão muitos no clamor: “Mas Paulo Ikari, o Shun também foi vilão! Ele era Hades”; desde já digo que sei disso, entretanto ele não é o protagonista principal, a Shoko sim.
Fora ela, ainda temos o núcleo da deusa Atena e suas saintias. E aqui cabe o disclaimer que, me surpreendeu essa mexida que a Saori já tinha ciência de ser uma deusa; sério, eu não esperava que tivéssemos algo assim logo no primeiro capítulo, e isso, ao meu ver já dá uma pequena empatia com relação a senhorita Kido, empatia essa que nunca nutri. Já do núcleo das Saintias só conhecemos a Mii e a Kyoko. Mas, com exceção da Kyoko, creio que não tenho muito o que falar já que, séries de CDZ, geralmente, alimentam o mau costume de criar secundários com personalidade de papelão (não que aqui seja o caso, pois com o tempo a Chimaki trabalha um pouco isso, mas no primeiro volume é meio mundo de papelão).
Quanto ao roteiro, devo dizer que, nesse primeiro volume ele cumpre o seu papel. Ele está ali, te explica as causas e efeitos, porém não dá um aprofundamento muito grande, pois precisamos conhecer tudo de pouco em pouco. Tanto que o segundo volume nos mostra um pouco daquele treinamento básico (que já estamos carecas de ver). Porém cabe aqui salientar que, uma das coisas mais legais dessa série e a explicação do que são as Saintias, pois esse é um conceito novo para todos que conhecem esse universo há tempos; e nos é mostra de uma maneira simples, sem enrolação demais e, o melhor, sem cansar o leitor.
Óbvio que, não podemos deixar de comentar que as mulheres na franquia já possuíam papéis relevantes (vide Marin e Shina), porém desde o Ômega que andamos vendo núcleos femininos mais abrangentes e, em vários momentos, que se sobressaem no meio dos rapazes (sério, por mais que você odeie a Yuna e a Sônia, ainda temos a Paradox e a Integra, que provam bem isso. Fora a Milo no LoS). Antes que comecem a onda de “feminismo... mimimi... geração chata... tem que incluir só por cota”, vamos ao fator que não é nada feito, necessariamente por obrigação e sim por motivos que é algo válido de se colocar, é legal ver mulheres sendo centro de algo, tendo a relevância que sempre tiveram no roteiro, só que de modo mais tímido. Isso sem contar que a Chimaki sabe trabalhar bem a narrativa que se propõe a contar e deixa tudo mais fluído e gostoso.
Agora sobre a arte, creio que não tenha muito a comentar, até porque falar que ela desenha muito bem e trabalha na média em cenas de ação não é nada mais que eufemismo.
Sobre nossa versão vale dizer que ela está sendo lançada na qualidade básica/padrão da JBC, em papel pisa-brite, com as páginas coloridas (igual no original) e saindo ao preço de R$ 15,90. Fora isso creio que cabe a menção que a adaptação segue bem-feita (como sempre foi quando o assunto é Saint Seiya).

Considerações finais

Sendo bem direto, essa é uma obra que eu, particularmente, indico para fãs e não fãs da franquia. Claro que, se você já tiver prévio conhecimento pode acabar desfrutando mais pelos fanservice espalhados ao longo da obra, mas nada te impede, marinheiro de primeira viagem, de curtir esse spin-off. Sem contar que, com o animê vindo aí, é uma boa oportunidade para conhecer a série através do original. Essa é uma série que vale a pena e muito de ter na estante e colecionar até o final, em especial por termos um cânone paralelo com a série clássica. 

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