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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Review - Enigma

O famoso: “agora vai”... que nunca foi

Quando falo que o hype tende a estragar muitas coisas, muitos me acham o redator chato, quadrado e com gosto ruim. Porém sempre falo isso para o bem ou para não quebrar a magia que uma obra pode nos render quando vamos de peito aberto ao encontro do que ela pode, e irá, nos oferecer; mas o que acontece quando ela consegue ser tão clichê e enfadonha que nem toda falta de expectativa do mundo faz ela ficar boa?
Bem, é isso que vou abordar (ou tentar) melhor com vocês no review de hoje, pois o assunto em pauta é um mangá que, na época de seu lançamento, foi taxado, por algumas pessoas, como sucessor de Death Note e não consegue ser isso nem de longe. Senhoras e senhores, vamos comentar sobre Enigma no review de hoje.

Sinopse (Via JBC):

Sumio Haiba é um colegial comum... se ignorarmos o fato dele possuir o "diário dos sonhos", um caderno onde escreve previsões do futuro próximo durante o sono!! Só que por deter esse poder, ele é raptado durante a noite e confinado em seu colégio por uma existência que se auto intitula "Enigma".Mas ele não está sozinho. Outras seis pessoas com "talentos únicos também foram raptados e terão que escapar do colégio onde estão enclausurados, achando pistas e senhas espalhadas por lá, mas tendo que se esconder de algo estranho que está lá junto com eles, os Shadows! Se prepare para muitas reviravoltas, suspense e surpresas conforme os talentos especiais dos sete sequestrados forem sendo revelados.

Considerações Gerais:

Escrito e ilustrado por Kenji Sakaki, a obra foi serializada na Weekly Shonen Jump de 13 de setembro de 2010 até 30 de outubro de 2011; rendendo 56 capítulos, compilados em 7 volumes. A obra foi publicada em outros Países fora o Japão, dentre eles o Brasil, cuja série foi lançada em 2015 pela JBC.
Dito essa introdução básica, creio que posso deixar claro que levei mais de um ano para encerrar a leitura da obra e, mais do que isso, levei meses para ler o que se passava pós volume #4. Irei explicar melhor, mas, confesso, naquela época não entendia o porquê a obra parecia não me agradar; ficava achando que eu estava cansado daquele estilo de narrativa; até por ver Enigma como um pseudo Survive Game nos moldes Jump. Hoje em dia, no entanto, consigo compreender o motivo de tamanho desagrado.
Os motivos, que estão no plural, são vários e dos mais diferentes setores, porém vou me ater aos fatores condução do roteiro e personagens que são a falha mortal dessa obra e maior pecado do autor. Isso é algo que, nesse momento, pode parecer ranzinza e chato, mas é o fator crucial aqui, pois temos uma história que não é nada mais que Coca-Cola, ou seja só tem pressão; só agita e nunca vai a ponto nenhum que se compromete a ir. É um roteiro que falta ousadia para ir além e fazer o que, por inúmeros momentos, se propõe, que é entregar um suspense digno.
Isso porque não estou entrando no mérito de termos uma mudança de desafio só para justificar o final porco. Mudança essa que apenas gera explicações ok, nada de mais ou incrível e aí que mora mais um problema, pois toda construção da obra parece ter sido pensada para surpreender quem lê, para prender o leitor e deixa-lo com vontade de fazer a virada de página; coisa que, comigo, não ocorreu. Apenas gerando aquele gosto amargo na boca de “agora vai” e não foi.
Outro ponto que, ao meu ver, é problemático são os personagens que são mais rasos que chá coado em meia. Eles não possuem carisma para gerar afeição ou vinculo, estando apenas ali para cumprir papel e acabou. Tanto que, ao longo dos 7 volumes, não consegui gostar, verdadeiramente, de nenhum deles; os achando enfadonhos e com poderes bacaninhas, porém nada que eu olhasse e pensasse que é aquele o personagem digno de se fazer presente em um Shonen de suspense. Todo plot inicial do enigma é resolvido com o bullshit da amizade e com a conveniência dos poderes. Aí quando entramos no arco seguinte, tudo é resolvido com amizade, laços e histórias ocultas e familiares.
Não que seja horrível ou dispensável, mas para um mangá de suspense é quase um pecado isso. Faltou ousar mais e provar mais a que veio. Em vários momentos fica parecendo que o autor tem medo de ferir gravemente ou matar os 7 escolhidos por enigma, como se isso fosse algo que, dentro daquela narrativa, ele não pudesse reverter.
Creio que a única coisa que realmente conseguiu me chamar atenção foi quando, enfim, explicam a origem do enigma. Que é deveras interessante, mas ainda assim é algo que veio de modo tardio e quando a obra não estava mais conseguindo me manter preso a leitura.
Conforme eu disse no começo, a obra saiu por aqui pela JBC no ano retrasado (2015), provavelmente para aproveitar o hype dos survive game que ela lançava, e foi publicada na integra com a qualidade básica da editora (papel pisa brite e tal). Atualmente é possível encontrar a coleção completa por meio de box ou avulso.

Considerações finais:

Falei pacas e no fim, não passei uma só qualidade da obra. Então, antes de indicar, irei passar uma qualidade que é a parte final da história, que é onde tudo se ajeita e, mesmo sendo nas coxas, te deixa feliz com o resultado.

Em todo caso, essa é uma obra que eu recomendo mais se você realmente quer algo apenas para passar o tempo, mais precisamente quando você está viajando, sem internet e sem nada para ler. Porque essa é uma obra que você só conseguirá encontrar diversão 100% nesses casos, ou caso você seja fissurado no gênero. Do contrário passa bem longe, pois essa não é uma obra para você.
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