quinta-feira, 11 de maio de 2017

Análise Semanal - Yakusoku no Neverland #35 ao #37


O fim de arco que, em excelência, nos prova que ainda há inúmeras possibilidades dentro do shonen mangá
Fala galera! Passada toda correria de começo de mês, eis que retorno com a análise de Yakusoku no Neverland. Logo no começo já quero deixar claro que, dessa vez, o atraso foi proposital; mais especificamente foi por motivos do arco atual estar em seu fim e eu ter achado melhor acumular esses capítulos para, então, falar sobre.
Então, sem mais delongas, vamos à análise. Que dessa vez é a última do arco do orfanato e, talvez, fique meio grande.

Capítulos #35 - #37


De antemão admito que tenho esse vício de separar por tópico a parte de freetalk e o conteúdo, mas um dia me ajeito quanto a isso; por hora vamos aos capítulos, porque o clímax foi um teste para cardíaco (mais teste que isso só a fanfic da minha namorada, que quase me dá um piripaque no último capítulo [Clique aqui para ler] ~) e, de modo geral, serviu para mostrar o quão habilidoso é o Shirai na condução de sua narrativa.
Foi nesses três capítulos que fechamos um ciclo e temos um vislumbre do que virá a seguir. Mais do que isso, é nessa sequência que temos revelações interessantes e que mexem com nosso emocional de uma forma... única! Sim! É algo um tanto único vermos uma sequência de final de arco onde tudo dá certo, não sendo 100% o que era esperado. Onde vemos revelações que superavam as expectativas e nos fazem acreditar que, seguindo nesse caminho, a série será mais do que um sucesso comercial. Será algo para se lembrar por anos a fio.
Ok, isso tudo é declaração de alguém que, a priori, apenas achava que a série seria boa e, atualmente, é fã incondicional. Claro que não acho a série a melhor coisa do mundo, mas, para um shonen de survival com suspense, a série cumpre a contento o que se propõe e se torna, cada vez mais, uma revelação dentro do gênero. Com isso, até posso dizer que a Shonen Jump tem uma nova obra para gerar um animê de hype no futuro. Em todo caso, não é disso que quero tratar... então vou aos tópicos!
Nem preciso entrar no mérito que PODEM OCORRER SPOILERS, CERTO? Certo. Então vamos nessa.

Começando pelo primeiro fator que surpreendeu foi, sem dúvidas, a revelação sobre de quem o Ray é filho. Claro que haviam indícios desse laço entre a Mama e ele, mas ver a revelação assim, ao vivo e a cores foi um choque, sem contar que o capítulo dessa descoberta é extremamente emotivo e bem narrado. Nele entendemos os porquês da mama; temos uma “vilã” sendo humanizada e sendo mostrada como vítima de todo um sistema que a cerca. A Isabella não virou mama por vontade própria, não virou por achar divertido e sim por falta de opção melhor, pois era isso ou “morrer”.
Fora isso, tivemos o momento no qual ela admite que perdeu. Assim como reconhece que sim, eles terão que voltar dentro de alguns anos. Mas ainda assim foi um momento que acaba pegando pela fuga do que poderia ser óbvio e também pela emoção.
Outro momento que vale destacar (e sim, estou indo fora da ordem e na condição do impacto que sofri lendo), foi quando descobrimos que as crianças menores de 6 anos ficaram no orfanato – por consequência é o motivo que provocará o retorno dos que se foram. Eles ficaram pelo motivo de ainda serem muito jovens. Por ainda não haverem garantias de sobrevivência lá fora, foi decidido a permanência dos menores lá dentro, até porque a mama não poderia envia-los para “colheita” por eles ainda estarem “crus” demais.

Porém o mais legal dessa descoberta é que só nos atemos a esse fato quando vemos o pequeno Phill no orfanato, enquanto os mais velhos estavam em plena fuga. Isso foi crucial para a revelação surtir aquele efeito de “wow! ”, pois a partir dali o campo de possibilidades se expandiu, e muito.
Por fim, o terceiro ponto que me deixou fixado na leitura – mais do que o habitual – foi a cena em que todos se mostram coordenados para o plano de fuga. Mais do que isso, quando todos mostram que haviam ensaiado a fuga do modo mais difícil; e isso nos leva a um diálogo do Norman com o Ray que é deveras bonito. Mais do que isso é bem elaborado e prova como tudo já estava ligado.
Foi significativo demais vermos o Norman mais uma vez, até por ser difícil pacas aceitar que ele morreu. Em especial por ele ser um dos protagonistas, mas ainda assim esse foi um momento para aceitarmos que a morte dele serviu para que ninguém mais precisasse ser sacrificado.
No mais, creio que vale o destaque para arte do Posuka, pois, apesar de eu não ter o costume de elogiar a arte, aqui ela está inspirada e bonita. Mais do que isso, as páginas coloridas (que são as únicas imagens de toda essa análise) ficaram excelente. Todas dando essa evidência no clímax do arco.

Agora, nos resta apenas torcer para que a popularidade da série continue a aumentar e o próximo arco seja tão inspirado quanto este foi. Mas, a julgar pelo termino do capítulo #37, posso adiantar que teremos mais um arco excelente e que apenas engrandecerá, ainda mais, o nome do mangá.
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