quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Análise quinzenal: Saint Seiya – Episódio G Assassin #78

Entre lutas e conversas, começamos a desvendar os porquês dos dois mundos.
Fala galere! Dessa vez não demorou e nem tardou – ok que o capítulo saiu no começo da semana e estamos na quinta, mas meu início de semana foi, na falta de palavra melhor, atípico.
Enfim, hoje nem vou me estender muito aqui e partir para análise, porque esse capítulo foi curioso, na melhor das impressões, e começou a nos moldar um cenário que, talvez, seja muito mais amplo do que aparenta. Então, venham comigo nessa análise marota.

Capítulo 78 – Mãos das trevas



Ok, vamos pegar de tudo que eu disse (ou pelo menos acredito ter dito/citado) na análise anterior.  Vamos ao ponto em que Mordred apareceu e, depois de um longo diálogo, caiu na porrada com o Aldebaran. Indo até um pouco mais, vamos ao foco que o garoto é um gladiador AND filho do Rei Arthur com uma feiticeira (não lembro o nome dela, sorry), logo poder é o que ele mais tem, porém terminamos o capítulo passado com o Debas parando um golpe dele sem a armadura – até porque ele mesmo se recusa a chamar a armadura de touro, pelo menos assim entendi da conversa dele com o Shura.
Pronto, recapitularam? Se não conseguiram, releiam a análise, clicando aqui. Eu espero... ok, já leram? Então vamos nessa!
Esse capítulo teve, de forma geral, dois focos bem específicos e pensados; sendo o segundo foco algo que, honestamente, me impressionou o suficiente para me fazer gerar teorias, em especial após ver que tudo está ligado demais entre o episódio G Assassin e o Next Dimension, mas estou indo com a carroça a frente dos bois e isso não é legal (Paulo Ikari não é, exatamente, alguém organizado no amontoado de ideias). Então vamos pela ordem das coisas!
O primeiro foco que esse capítulo nos entrega é na batalha entre o Mordred e o Aldebaran. Enquanto um está surpreso pela força do cavaleiro de touro, o cavaleiro apenas pensa em aguentar a batalha e seguir a luta, tudo porque não deseja cair com sua filha vendo. Tudo aqui é bem interessante e, cabe falar que, a analogia feita é bem sutil – sério, há uma ideia a ser debatida, por incrível que pareça -, pois temos um confronto entre sentimentos conflitantes por si só. De um lado temos o Aldebaran que deseja defender a todos e aguentar até o fim, tudo para que a Yoshino, sua filha amada, não o veja perder. Ele não hesitará em dar o melhor de si por esse ponto de vista, mais do que isso, o amor por sua filha é o que o mantém de pé, pois ele sabe o quanto ela o admira, assim como sabe que, por mais que a priori fosse filha adotiva, ele agora a vê como sua filha de sangue (Pause: Sei que ficou confuso, mas vou ajustar isso). Já do outro lado temos Mordred que odeia o próprio pai por tudo que lhe ocorreu, mais do que isso deseja matar seu progenitor com as próprias mãos para que o proposito ao qual ele foi enviado a terra seja concluído. Ele quer acabar com aquilo logo e, para não, não hesita em usar todo seu potencial.
Logo, temos aqui um confronto de alguém que luta pelas pessoas que ama contra aquele que odeia a pessoa que lhe deveria ser uma das mais importantes – porque vocês sabem né, mãe e pai são os seres humanos aos quais mais devemos valorizar. Fora isso, logo no começo do capítulo, temos o próprio Aldebaran comentando que o dever dos cavaleiros é esmagar aqueles que tentam quebrar a paz na terra e que Atena é misericordiosa com essas pessoas, ao passo que o gladiador rebate dizendo que ela é cruel por mandar um dos seus guerreiros ao combate sem armas ou armadura, acrescentando que combatentes são descartáveis; Mordred completa esse momento dizendo que ambos se darão bem. E é aí que entra a questão que eu disse da analogia, pois ambos são o oposto em tudo – pelo menos que notei até aqui -, porém o gladiador se acha parecido com ele e isso que torna um confronto interessante, pois é mais que força. É sentimento também que está em jogo. A maior prova disso é: quando o filho do Rei Arthur nota esse amor paternal do Aldebaran pela Yoshino ele decide encerrar a luta usando uma técnica que ataca o espírito do adversário, aí para conclusão da luta, temos que aguardar e ver se no próximo teremos isso, coisa que duvido, porque... temos um segundo foco, bem mais aproveitável, porém de menor destaque.
O segundo foco desse capítulo que, para mim, foi o de maior destaque – apesar das poucas páginas deixadas para ele – se refere a conversa entre Dohko e Shiryu. Como todos sabem, no último capítulo tivemos a aparição dele do lado da galera do outro mundo.
Pois bem, eis que nesse capítulo ele consegue, em poucas páginas, levantar a bola e nos deixar loucos nas teorias, pois ele explica para o Shiryu que o “outro mundo” na verdade é... O MUNDO VERDADEIRO e que o Aiolos é o Grande mestre que triunfou no combate contra... ZEUS! Sim galerinha, HABEMUS UM PRÓLOGO PARA BATALHA DO OLIMPO DENTRO DO EPISÓDIO G!
Sinceramente, todos que leem essas análises de CDZ sabem o quanto eu tento não teorizar mais do que a própria perna e o quando eu já comentei que era estranho tantas conexões com Next Dimension (Izo e Deatholl como mestres do Shura e do DeathMask, respectivamente, por exemplo), entretanto, aqui cabe essa teoriza e a ideia de, possivelmente, termos mesmo um universo que se expandiu devido a todas as atitudes que ocorreram lá no Next; quem leu sabe do que estou falando. Assim como sabem as consequências que todos os fatos dentro da história podem causar dentro do universo da série.

Óbvio que, tal qual o confronto, essa conversa termina no ponto chave, mas foi um ponto que deixou um gancho imenso para várias possibilidades, em especial, a possibilidade de termos uma ideia de como seria uma saga do Olimpo desenhada pelo Okada, mas aí é esperar para ver, mas depois desse capítulo tenho que admitir: Okada conseguiu minha atenção pelo que virá a seguir e, a julgar pelo que ele vem apresentando, podemos ter referências a outros spin-offs da série. 
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